O Ministério de Minas e Energia informou hoje que a edição 2008/2009 do horário de verão vai começar à zero hora do dia 19 de outubro e terminará à zero hora do dia 15 de fevereiro do ano que vem. Durante esse período, os relógios das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão permanecer adiantados em uma hora.
A previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico é de que o horário de verão leve a uma redução do consumo de energia de 4% a 5% no chamado horário de pico (entre o fim da tarde e início da noite). Isso representa uma economia de cerca de 2.000 MW.
AUMENTO NO CONSUMO – A manutenção do crescimento da atividade econômica brasileira segue impulsionando o consumo de energia elétrica no país, que cresceu 6,1% no mês passado em relação a julho do ano passado. O consumo foi de 32.509 gigawatts/hora (GWh) e a expansão foi a segunda maior registrada no ano. Os dados são da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada hoje (28) pela Empresa Brasileira de Energia Elétrica (EPE), responsável pelo estudo.
De acordo com a resenha, o resultado foi pressionado pelos aumentos de 8,4% no consumo residencial e de 7,2% no comercial.
Segundo a EPE, o resultado de julho confirma a tendência de retomada do crescimento do consumo de energia, que já vinha se delineando desde o mês passado.
Entre as regiões, os destaques foram o Centro-Oeste, com aumento de 7,7%, o Sul , com 6,9%, e o Sudeste, maior consumidora de energia elétricado país, com 6,6%. Agregado, o consumo dessas regiões responde por cerca de 80% de toda a demanda nacional por energia elétrica.
Os dados da EPE indicam ainda que o consumo acumulado de janeiro a julho deste ano chegou a 3,8%, superando o resultado do primeiro semestre, que fechou com expansão de 3,5%. Também no resultado acumulado nos primeiros sete meses do ano, o consumo das residências e do comércio foi destaque. No caso das residências, a expansão foi de 5% sobre igual período de 2007 e no comercial, de 4,3%.
A liderança no consumo de energia de janeiro a julho ficou com a Região Sul, com alta de 5,1%; seguida da Região Nordeste, com aumento de 4,7%.
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