“Houve um acordo entre os dois lados de que não haverá soldados estrangeiros no Iraque depois de 2011”, afirmou o premiê em um comunicado divulgado por seu gabinete. Segundo o premiê, a decisão de retirar todas as tropas do território iraquiano nos próximos dois anos ainda precisa da aprovação do Parlamento em Bagdá. O governo americano não comentou o anúncio.
O texto prevê que em junho de 2009 nenhum soldado permaneça em áreas urbanas. Além disso, os militares americanos gozariam de certo grau de imunidade sob a lei iraquiana.
Estariam imunes, por exemplo, a condenações em processos judiciais em bases militares ou durante operações, disse o porta-voz iraquiano. Todos os outros casos seriam tratados por um comitê judicial conjunto.
Na última quinta-feira, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, esteve na capital iraquiana para discutir a operação das tropas americanas no país a partir do ano que vem.
Durante sua visita, Rice se reuniu com o premiê para tentar determinar uma forma de atuação das tropas dos Estados Unidos no país depois que o mandato das Nações Unidas que autoriza a presença dos soldados americanos no Iraque expirar, no fim do ano.
Naquela semana, a correspondente da BBC Kim Ghattas, que fez parte da comitiva de imprensa que acompanhou a secretária, afirmou que havia rumores de que as autoridades americanas e iraquianas já tinham fechado o rascunho de um acordo que prevê a redução das forças militares dos EUA no país. Atualmente, há cerca de 147 mil soldados americanos no Iraque.
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