Na final do salto em distância, nesta sexta-feira (23) a atleta atingiu a marca de 7,04 metros, a melhor dela na temporada, logo no primeiro salto e conquistou a medalha de ouro por um centrímetro de vantagem sobre a russa Tatyana Lebedeva, que ficou com a prata.
| O SALTO DE OURO | ||
| (clique na foto para ampliar) | Fotos: Reuters | |
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| Maurren Maggi deu o salto que valeu o ouro para o Brasil | ||
O feito da atleta de 32 anos, quebra mais tabus para o esporte brasileiro em Pequim. É a primeira medalha de ouro de uma mulher em esporte individual, além do País voltar a ocupar o lugar mais alto do pódio no atletismo desde a conquista dos 800 m por Joaquim Cruz em Los Angeles 1984.
Para a decisão desta sexta, Maurren teria que superar Lebedeva para ficar com o ouro. Isso porque enquanto a brasileira tem como melhor marca na carreira um 7,26 m, a rival cravara 7,33 m em 2004.
Lebedeva, contudo, havia alcançado até então a distância máxima de 6,97 m na primeira tentativa. A disputa foi até o último salto, quando a rival da brasileira causou nervosismo e saltou 7,03 m para ficar com o segundo lugar.
Confirmado o resultado – que veio por um triz -, Maurren não se conteve. Correu chorando, pegou uma bandeira do Brasil e uma pequena bandeira da China, abraçou o técnico Nélio Moura e teve que ser retirada da pista pela organização, já que poderia atrapalhar uma prova de pista que estava acontecendo no mesmo momento.
O bronze vai para a nigeriana Blessing Okagbare, que conquistou a vaga na decisão em cima da hora, era uma das candidatas mais fracas da disputa, mas fez sua melhor marca particular, com 6,91 m.
É a primeira medalha do atletismo em Pequim, defendendo a honra da tradicional modalidade que esteve perto de passar em branco em Atenas. Na Grécia, foi o bronze de Vanderlei Cordeiro de Lima no último dia de disputas que impediu um retorno completo de mãos abanando da delegação.
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