Em um dos incidentes, um grupo de homens armados invadiu um centro de recuperação de viciados em drogas e matou oito pacientes, disse a polícia na quinta-feira. Vestindo coletes à prova de balas, os homens encapuzados escolheram os homens um a um e os mataram com disparos no pátio traseiro do Centro de Reabilitação de Vícios.
"Eles chegaram e gritaram para nós que nos jogássemos no chão e não déssemos a volta para vê-los", disse uma testemunha à TV local. "Na fuga, mataram a pessoa que me corria atrás de mim", disse ele, referindo-se ao momento em que ele deixava o centro.
MORTES – O correspondente da BBC na Cidade do México, Duncan Kennedy, disse que com o último episódio se eleva para 795 o número de mortes ligadas ao tráfico de droga em Ciudad Juárez só neste ano.
“Isto faz da cidade um dos principais palcos de conflitos entre grupos rivais de traficantes de droga", disse o repórter. Ciudad Juárez, localizada no Estado de Chihuahua, no norte do país, é um dos principais pontos de passagem de drogas ilícitas para os Estados Unidos utilizados pelo tráfico.
As autoridades suspeitam que a violência pode estar relacionada com a disputa entre o homem mais procurado do México, Joaquín "El Chapo" Guzmán, e o chefe do cartel Juárez, Vicente Carrillo Fuentes, pelo controle do tráfico na região.
Um jornalista da BBC que visitou recentemente o centro de reabilitação na fronteira observou que muitos pacientes, em alguns casos crianças e adolescentes, têm ligações com grupos de traficantes de droga.
DOIS MIL MORTOS – Em todo o México, pelo menos duas mil pessoas já morreram este ano em episódios de violência relacionados ao narcotráfico. O presidente mexicano, Felipe Calderón, tem ordenado o deslocamento de milhares de soldados e policiais para as partes mais violentas do país.
Só Ciudad Juárez, onde tiroteios são registrados em plena rua, já recebeu três mil homens do Exército e da polícia. Entretanto, por ora não existem sinais de melhora na situação.
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