Neste domingo (10), o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvil, declarou cessar-fogo e propôs o início das negociações com a Rússia, que rejeitou o acordo afirmando que tropas georgianas permaneciam na Ossétia do Sul.
O governo russo quer que a Geórgia aceite não apenas um acordo de cessar-fogo como também o compromisso de não utilizar forças armadas na região separatista.
De acordo com a embaixada russa, mesmo depois do cessar-fogo, a Geórgia permanece utilizando “artilharia pesada” na Ossétia do Sul e que, portanto, o acordo não se concretizou.
O presidente georgiano assinou nesta segunda-feira (11) nova proposta de cessar-fogo apresentada pela União Européia na capital do país, Tbilisi. O documento foi assinado na presença do ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner e da Finlândia, Alexander Stubb, que estão na Geórgia para tentar negociar o fim dos combates.
Os detalhes da proposta ainda são desconhecidos mas parte do conteúdo do plano envolveria o cessar-fogo imediato, a retirada controlada das tropas de ambos os lados e ainda eventuais discussões políticas.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que a operação militar russa na Ossétia do Sul estaria próxima ao final.
O conflito na Ossétia do Sul – que, desde o fim da extinta União Soviética, luta pela independência da Geórgia – começou na madrugada da última sexta-feira (8). Ainda segundo a BBC Brasil, cerca de 150 tanques e outros veículos militares russos entraram na capital da região separatista, horas depois que o governo da Geórgia anunciou que havia tomado controle da cidade de Tskhinvali. O país, neste momento, controla uma parte da capital e os russos, que apóiam os separatistas, outra parte.
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