Em 12/06 o IBOPE divulgou uma pesquisa apontando que para 56% dos brasileiros aptos a votar as mídias sociais terão algum grau de influência na escolha de seu candidato em 2018; para 36% as redes terão MUITA influência, ou seja, um recurso até bem pouco tempo elitista. O acesso à internet hoje já atinge e influencia, em maior ou menor grau, 92% da população que irá determinar os rumos do país a partir do próximo ano - Os principais partidos políticos brasileiros – PT, PMDB, PSDB, PP, DEM e outros, colhidos ou não nas teias da Lava Jato, já há muito funcionavam apartados dos reais interesses da sociedade, mas agora parecem estar operando absolutamente afastados da realidade, tomando decisões olhando apenas no retrovisor - Não é possível que os quadros desses partidos sejam integrados apenas por filiados que hoje têm o pescoço a prêmio na Lava Jato. Mesmo que sejam uma minoria, certamente existem aqueles que, quer por posições éticas, quer por falta de oportunidade, não se envolveram com o chorume que insiste em brotar das investigações. Mesmo alguns que tenham chafurdado na sujeira da corrupção apenas até o peito do pé, certamente deveriam estar unidos àqueles “limpos” para preservar sua instituição política, ou seja, cuidar da sobrevivência de seu partido — No entanto, o que se observa são as constantes decisões partidárias sempre na contramão das necessidades do país, visando unicamente a salvação dos caciques enlameados. No mesmo 12/06, após várias procrastinações de assunção de uma posição sobre a permanência ou não no governo Temer, o PSDB reuniu toda a nata do partido para tomar a decisão de não decidir. Insatisfeito com os rumos assumidos pela agremiação, até um peessedebista histórico, Miguel Reale Júnior, pulou fora, por não suportar o nível de apodrecimento generalizado. Ou seja, no afã de salvar alguns caciques e criar condições de coligações pretensamente fortes na eleição presidencial de 2018, esses partidos dão as costas não só para os interesses do país e para a sociedade de modo geral, mas também ao burburinho que consome sua já parca credibilidade nas redes sociais diariamente. Imaginam que, chegada a campanha eleitoral, seus marketeiros mágicos serão capazes de, mais uma vez, ludibriar o eleitorado pouco informado - Pode ter certeza de que serão muito surpreendidos negativamente em suas pretensões. Não haverá site comprado, robôs de replicação, blogs de analistas políticos alinhados, e outros artifícios virtuais que sejam capazes de suplantar a espontânea rejeição nascida na indignação dos internautas que só desejam um país um pouco mais limpo. Quando se derem conta, poderão constatar que seus partidos, até então os maiores do país, estarão perigosamente ameaçados por uma eventual cláusula de barreira - O ensurdecedor barulho de teclas e dedos nos visores suplantarão quaisquer panelaços e manifestações de rua já vistos, e certamente desbordarão dos limites virtuais, contaminando até mesmo os cidadãos mais alheios às informações.