DE QUEM É? O avião é apreendido em Minas com 430 quilos de pasta base de cocaína

Publicado por: suporte

Essa não é a primeira aeronave apreendida em Minas, com mais de 400 quilos de pasta base de cocaína. O interessante é que o avião foi apreendido na mesma região, da rota da aeronave anterior que transportava 445 quilos de droga e foi apreendido no Espirito Santo, na cidade de Afonso Cláudio. E até hoje a Policia Federal não conseguiu identificar de quem era a droga – A apreensão ocorreu nesta última quinta-feira (16) no aeródromo de Pará de Minas. Conforme notícia veiculada pelo Jornal O Tempo, além dos cerca de 415 tabletes da droga, foi apreendido um pacote com cerca de um quilo de folhas semelhantes a folhas de coca; venda de droga poderia render até R$ 7 milhões – A droga apreendida pela Polícia Federal (PF) em uma aeronave que pousou no aeródromo municipal de Pará de Minas, região Centro-oeste do Estado, foi tamanha e representava tanto dinheiro que o delegado responsável, Elster Lamoia de Moraes, exitou em mencionar valores. “Se eu for falar, nós vamos virar uma bolsa de valores de drogas”, disse ele, em seguida soltando: “você pode calcular de R$ 15 a R$ 18 mil por quilo dessa pasta base de cocaína para entrega em Belo Horizonte”. A apreensão foi de 430 kg em tabletes a serem processados e gerarem pelo menos o triplo de cocaína para consumo. Um negócio em torno R$ 7 milhões em drogas a serem distribuídas no Carnaval, interrompido pela polícia – A droga não foi deflagrada após uma operação policial que perseguia uma quadrilha de tráfico, mas foi surpreendida por causa de um piloto que fazia manobras rasantes no aeroporto, por desconhecer a área – era um mato-grossense – ou, mesmo, para avisar aos destinatários do entorpecente, mas acabou chamando a atenção de vizinhos que denunciaram à Polícia Militar (PM) de Pará de Minas, na tarde desta quarta-feira (15) – A aeronave tem indícios de adulteração de prefixo e sofreu alterações para ter uma maior autonomia de voo, já que veio direto da Bolívia à região central mineira, geograficamente estratégica. O piloto, de 62 anos, que até então não tinha antecedentes criminais registrados, fugiu assim que viu a movimentação policial e foi encontrado ainda hoje em um hotel próximo a rodoviária da capital. “Ele estava dormindo, tranquilo, quando chegamos, e foi logo admitindo que era o piloto que transportava a droga”, relatou o delegado. O mato-grossense disse à PF que o transporte até Pará de Minas lhe renderia R$ 20 mil, mas poderá resultar em até 25 anos de prisão por tráfico internacional de entorpecentes, após assumir “a missão de deixar a aeronave no aeroporto e retornar no dia seguinte vazio”, contou o piloto ao delegado, que ficará, por ora, preso na região metropolitana de Belo Horizonte - Moraes afirmou que ainda investiga quem seria o receptor e o fornecedor da droga, pois o piloto pouco sabia dessa cadeia. O proprietário do hangar onde o monomotor desceu regularmente e o responsável pelo prefixo da aeronave – que está suspenso e a PF acredita ter sido clonado – não estariam entre os suspeitos. Como o aeródromo é de administração municipal, a fim de evitar novo tráfico ilegal por ali, o delegado vai sugerir que se tenha uma gerência mais rígida das aeronaves que alugam e pernoitam no local. “O controle lá é praticamente inexistente, não há nem câmaras internas”, afirmou Moraes.

 

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