A entrevista coletiva foi concedida na última sexta-feira (16) pelos atuais gestores/interventores do Hospital São João de Deus em Divinópolis, agora sob a coordenação direta do promotor Gilmar de Assis, das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO-SAUDE), respondendo diretamente ao Ministério Público de Minas Gerais, e administrado pela especialista em gestão hospitalar, Elis Regina, a superintendente do hospital, e com a participação da consultora Jomara Alves – Na coletiva, durante a exposição da superintendente explicou como encontrou a caótica situação do Hospital São João de Deus, e ficou claro, nítido e transparente que, os avisos e as matérias opinativas publicadas pelo Divinews contra a DICTUM não eram perseguições, eram sinais de reais perigos de uma gestão irresponsável e temerária que colocou a instituição hospitalar à beira da falência e seu fechamento, além de provavelmente ter ceifados dezenas, talvez centenas de vidas que é impossível mensurar diante da desorganização que imperava, e que eles não tinham controle de efetivamente nada. –– Elis Regina, ao abrir a entrevista coletiva, disse que ao assumir a administração do hospital, no mês de setembro não encontrou nenhuma informação de fluxo de caixa, de controle, estatística e planejamento de atendimento, tanto na alta, quanto na média complexidade. Não tinha orçamento de nenhum dos setores para dar norte aos gestores de qual era a governabilidade financeira de cada um dos setores. Ainda, segundo a superintendente, os acordos não foram bem feitos: “em contratos que deveriam estar pagando um “X” estavam pagando quatro “X”, todos os valores cobrados acima do que são cobrados em Belo Horizonte”. Elis continuou: “Toda organização tem que ter um planejamento estratégico, e não tinha” – “Não havia fluxo de caixa e com isso não tínhamos informações” – Já o promotor Gilmar de Assis, da CAO-SAUDE, disse que a recuperação do HSJD é o primeiro case do Brasil, em que forças integradas por entes, com a participação do Ministério da Saúde, Secretária de Estado de Saúde, o município, e um Conselho das Secretarias de Saúde, mais um grupo político, e um grupo técnico, se integram em uma lógica de uma Comissão Interventiva Consensual e não agressiva. “Entramos aqui de forma consensual para que pudéssemos empenhar um papel um pouco diferente. Por que não é comum e nem é tarefa desses entes entrarem para dentro de um hospital na forma de uma Comissão Interventiva. Daí eu dizer que é um grande case para o Brasil – Quero esclarecer também que não se faz política de saúde de forma solitária e sim solidária” – Gilmar diz ainda que o hospital tem que ser resgatado no seu grau de excelência por tudo que representa para a região. “Ele tem que ser de fato a referência na alta complexidade, em todos esses serviços, para que possamos, mesmo diante das dificuldades, vem na contramão de tudo que se mostra hoje no país. Eu acredito nisso e quero passar para as pessoas que passem a acreditar nesse projeto, que não é mais um projeto de vender ilusão, tem toda uma cientificidade e toda uma transpiração de todos os atores que o integram.” – Nalton Moreira, o atual secretário de Estado de Saúde, resumiu o que foi a gestão temerária da Dictum, ao dizer que liberar recursos não era a solução, por que sumia tudo pelo ralo.
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O promotor reconhece que existem ainda muitos desafios e metas a serem alcançadas. Contudo, com a aceitação da credibilidade, está a diferença.
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Gilmar de Assis acredita que os novos prefeitos eleitos, dos 54 municípios, que fazem parte do consórcio comprarão a ideia do novo projeto e se engajarão em uma lógica de rateio proporcional à sua capacidade contributiva, e a sua capacidade de alocação de usuários desse equipamento de saúde.
“O hospital (HSJD) passa agora a integrar a rede de urgência, como um hospital no nível polivalente, com responsabilidades sanitárias em face dos seus indicadores, volta a integrar o Pro-hosp, que é um programa de melhoria”.
O promotor finaliza, sendo taxativo: “PELA PRIMEIRA VEZ A ADMINISTRAÇÃO TEM TRANSPARÊNCIA”.
Números A dívida do hospital antes de setembro, data que a nova equipe interventora assumiu. Foi congelada, no valor total de R$ 129.900 milhões. Mais débitos com a Copasa e a Cemig. E que em 2016 gerou mais R$ 13 milhões de dívida, até setembro, data que o novo Conselho Interventor assumiu. Os tributos que não eram pagos, passaram a ser honrados para que a CND possa ser liberada.
Investigação Segundo promotor, todos os atos dos antigos gestores serão investigados pelo Ministério Público Federal, para apurar as responsabilidades, e será feito o que tiver que ser feito. Os responsáveis, se comprovado dolo serão punidos.
Presenças Além do secretário de Estado de Saúde, Nalton Moreira, do Promotor Gilmar de Assis e da superintendente Elis Regina e da consultora Jomara Alves, estavam também, o prefeito Vladimir Azevedo, o deputado federal Jaiminho Martins, a superintendente Regional de Saúde, Glaucia Sbampato, a secretária municipal de Saúde, Kênia Carvalho, o médico Eduardo Mattar e Geraldo Lucas Lamounier
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Opinião Divinews É claro que tem dolo. Dinheiro não some como em um passe de mágica por ralos. Até para os incompetentes é difícil demais sumir com tanto dinheiro. É consenso entre os cidadãos de bem do município e das cidades que são atendidas pelo hospital, que os responsáveis, precisam ser punidos. Independentemente de quem sejam.