
Procurado, Tibé respondeu via assessoria de imprensa e apresentou dados de sua presença na Câmara desde o início do mandato, iniciado em fevereiro do ano passado. “Na atual legislatura (55ª) foram realizadas 179 sessões, das quais o deputado federal Luis Tibé esteve presente em 152, tendo justificado sua ausência em 13 reuniões, por motivo de missão autorizada, licença para tratamento de saúde, e ausente em outras 14 sessões por estar exercendo atividades da presidência nacional do PTdoB”, justificou a equipe do parlamentar.
Segundo mais faltoso, Odelmo Leão (PP) se ausentou de 14 das 54 sessões, mas justificou todas as ausências. Procurado pela reportagem, ele informou ter feito uma cirurgia na perna.
O terceiro é o deputado Marcos Montes (PSD). Suas 13 ausências, porém, foram todas justificadas. O motivo é semelhante ao de Odelmo: uma cirurgia no pé.
Já Diego Andrade, presidente do PSD em Belo Horizonte, compareceu a 42 das 54 sessões (77,8% de frequência). Das 12 faltas registradas, apenas duas foram justificadas. Com dez ausências sem explicações, ele é o segundo no ranking nesse quesito. Seu colega de partido, Jaime Martins (PSD), outro pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, completa a lista dos cinco mais faltosos, com 11 ausências registradas no período. Todas foram justificadas de acordo com a Casa Legislativa. Os dois parlamentares do PSD foram procurados, mas não foram encontrados para se manifestar.
Dados gerais
Pior. Consideradas todas as sessões ordinárias e extraordinárias, incluindo as não deliberativas, nenhum deputado alcançou 100%. Lincoln Portela é o mais assíduo, tendo faltado a apenas uma sessão.
Ausências vão gerar cortes nos salários
Brasília. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ontem que vai descontar do salário as faltas de quem não comparecer para votar em agosto. “É óbvio, pauta marcada, deputado tem de estar presente. Em qualquer trabalho é assim. Se você marcou uma data para que os deputados estejam aqui para votar, é importante que todos votem”, disse.
Maia marcou sessões de segunda a quarta-feira na primeira semana do próximo mês, e sua intenção é manter esse ritmo nas semanas seguintes. Ele reconheceu que em setembro, devido à proximidade das eleições municipais, será mais difícil fazer três sessões semanais.
Maia e líderes partidários estão preocupados com o quórum na volta do recesso. Em ano eleitoral, tradicionalmente os meses de agosto e setembro costumam ter baixa frequência parlamentar. Neste ano, porém, há uma série de propostas de interesse do governo e a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na agenda.






