
Na Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, mais conhecido como Clínica São Bento Menni, os funcionários sofrem assédio moral, fazem jornadas excessivas de trabalho, há técnicos em enfermagem que trabalham sozinho em unidades com mais de 20, 30 e/ou 40 pacientes. Pacientes estes que são agressivos, hostis e persecutórios tanto com a enfermagem quanto aos outros pacientes e funcionários.
A jornada de trabalho ultrapassa mais de 12 horas diárias, já que o horário de entrada é às 06:30hs e a saída às 18:30hs, tem funcionários que saem bem mais tarde às 19:30hs 20hs, porque tem que esperar o pessoal da noite chegar, e a entidade faz assinar advertência e dar suspensão. O plantão noturno não respeita os horários, chega a hora que quer e não espera a turma do dia chegar, largando os pacientes sozinhos, a supervisão/coordenação é ciente disso e não faz nada.
Quando algum paciente agita e a enfermagem é agredida, a supervisão/coordenação não da assistência ao funcionário dizendo que o funcionário não soube abordar o paciente. Tem plantão que os funcionários da cozinha e limpeza tem que assumir os pacientes porque a clínica não tem funcionários suficientes para trabalhar.
A coordenação sempre da folga a alguns funcionários sem necessidade e os plantões ficam desfalcados, tendo que tirar técnicos de outras unidade para tapar buraco. E a unidade desfalcada fica somente com um técnico correndo o risco de sofrer agressão física.
A clínica alega que não pode trabalhar homem nas unidades femininas, tendo que trabalhar somente mulher. E nas unidades masculinas? Onde trabalham até 2 mulheres? E às vezes 01 correndo o risco de ser agredida. Isso pode?
Nas atividades terapêuticas, os próprios técnicos tem que fazer as atividades com os pacientes, sendo que há profissionais capacitados para os projetos.
A coordenação/supervisão não dá total suporte aos setores, há supervisor que fica escondido no banheiro para não ter que trabalhar, deixando tudo a cargo dos técnicos em enfermagem.
Sempre que algum técnico em enfermagem falta, a coordenadora Marina Diva, liga para os técnicos do outro plantão obrigado eles a irem trabalharem no dia da folga, ameaçando com suspensão e advertência.
A supervisão/coordenação nunca escuta o técnico quando tem algum problema. Pelo contrário a supervisão/coordenação fica cobrando melhorias e fazendo reuniões desnecessárias, com balões, salgadinhos e refrigerantes como se fosse festa de aniversário.
A coordenação não sabe onde colocar seus funcionários. A maioria tem unidade fixa, enquanto a minoria fica pulando de unidade a cada dia de trabalho. Isso é estressante, desgastante.
Na unidade particular masculina, trabalham dois técnicos em cada plantão, 01 homem e 01 mulher e a coordenação acha isso a coisa mais normal. Já que nas unidades femininas não pode trabalhar homem.
Teve um técnico em enfermagem, da unidade particular masculina, que ganhou um chute na cara de um paciente, teve que parar no hospital, fez tomografia computadorizada, ressonância magnética e outros exames. A clínica simplesmente jogou ele no hospital e não deu assistência nenhuma pra ele. As irmãs, que são as verdadeiras donas da clínica, ligavam pra ele perguntando se ele iria trabalhar no dia do plantão dele.
A respeito de quem comanda a clínica, é um jogo de empurra-empurra que ninguém sabe quem manda: se a coordenação/supervisão que tira o corpo fora, se as irmãs, se o diretor administrativo ou se são os funcionários.
Constantemente venho sofrendo assédio moral através do Supervisor Moisés Aparecido e da Coordenadora Marina Diva. Eles estão me obrigando a fazer tarefas que não condiz com a função de Técnico em Enfermagem. Hoje, dia 12/06/2016, fui suspenso porque me neguei a realizar uma função que não fui orientado a fazer e com isso me suspenderam por 3 dias.
Gostaria que o jornal comparecesse à Clínica para averiguar tal denúncia. Se eu estou sofrendo esse tipo de assédio, outros Técnicos de Enfermagem também estão sofrendo e devem estar com medo de denunciar por causa de represálias da parte da Coordenação/Supervisão.
Credito imagem: G1






