
O vereador na sua indignação, pediu o que muitos já cansaram de pediram, o afastamento da DICTUM: “Essa empresa Dictum está fazendo uma sacanagem com o povo, se precisar vamos pedir o afastamento dessa empresa”. Na sequência disse não entender por que os promotores tanto insistem em deixar “essa maldita Dictum no Hospital São João de Deus”.
Sobre o mesmo tema, outros vereadores, Marquinhos Clementino, assim como Delano Santiago também abordaram o assunto, mas por outra ótica. Marquinhos falou que dos R$ 15,6 milhões que foram liberados para o município, somente R$ 1,3 milhão foi para o HSJD, que não resolveu o problema: “E querem com isso, fazer uma propaganda difamatória contra os vereadores, que votaram contra o projeto e não contra o hospital”, dando a entender os governistas exageraram nas críticas quando da votação do projeto, ocasião em que a bancada do PRO se retirou do plenário.
O vereador Delano Santiago, contrapôs a fala do vereador petista Edmilson Andrade de que os deputados federais, Domingos Sávio (PSDB), Jaime Martins (PSD) e Fabiano Tolentino (PPS), não fizeram nada para ajudar o hospital e neste momento seguem também nada fazendo. E a continuar assim, o hospital fechará suas portas em no máximo 30 ou 40 dias. Delano enumerou caso, a caso a intervenção de cada deputado a favor do hospital. Como ele já disse em outras ocasiões, o hospital está basicamente morto, só falta enterrar.
Ao término da sessão da terça-feira (17), o vereador reforçou o pedido para o presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja, que fosse oficializado a DICTUM, empresa interventora nomeada pelo Ministério Público para a gestão do HSJD, os médicos que estão com seus pagamentos atrasados, os promotores, o curador de Fundações, Sérgio Gilsin e o de saúde, Ubiratan Domingues, além da secretária de saúde, as clinicas médicas do hospital para que seja esclarecido a falta de pagamento dos médicos. Kaboja aceitou o pedido do vereador e solicitou que o presidente da Comissão de Saúde, Edmilson Andrade, providenciasse os convites para os “atores” envolvidos.
Na manhã desta quinta (19), o vereador em contato com o Divinews, reforçou que as clinicas de cardiologia e ortopedia não estão funcionando no HSJD, e com isso a UPA não consegue transferir pacientes, que lotam os corredores da unidade de saúde.
Com seus estilo peculiar, ele questiona: “O dinheiro dos médicos está atrasado, pergunte para os promotores se os salários do pessoal da Dictum está atrasado também, o do Afrânio (superintendente interventor do HSJD), queremos saber isso”.
Hilton, ao ser esclarecido que constitucionalmente, promotores não podem ser convocados e sim convidados, eles comparecem se quiserem, tanto no âmbito municipal quanto estadual para prestarem esclarecimentos. Já que o Ministério Público tem independência, mesmo assim o vereador insistiu que a Câmara “convocasse” os promotores.
.jpg)





