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| A Natureza vai pagar em permuta, catira
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Local
Independentemente da aprovação ou não do Projeto de dação em pagamento para a Natureza, o local de suas instalações, até para quem não entende das nuances de poluição e contaminação do solo e do ar, nota-se que é totalmente inadequado, a empresa com seus produtos tóxicos, é uma ilha, circundada de residências por todos os lados. É questionável que o município tenha permitido sua instalação naquele local, com alvará de funcionamento e tudo mais. E ainda que as autoridades do meio ambiente, leia-se órgãos responsáveis por fiscalização, como exemplo o Ministério Público do Meio Ambiente, não consiga perceber isso.
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“Vamos fazer condominio fechado”
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Transparência e diálogo
O que falta ao governo municipal, a administração do prefeito, é a falta de habilidade de alguns secretários, assessores e até mesmo da sua base aliada na Câmara, em lidar com situações de conflitos, com causas espinhosas. A primeira tentativa é o famoso “embromation”, quando não cola, passam para a força bruta, de ganhar na marra. Aí vem o desgaste, que não é para nenhum dos atores secundários, mas o principal, que é o próprio prefeito. O amadorismo dos pares do prefeito é tamanho que um seu vereador estava reclamando que tudo que acontece no município é o prefeito. Não ensinaram para ele, em nenhum curso de administração pública, que nos municípios a coisa funciona assim mesmo. Se tivesse, desde o inicio tido transparência e clareza nas intenções. Independentemente de ser vereador da base ou não, o que interessa seria a melhoria da infraestrutura da cidade, não estaria tendo mais esse desgaste de imagem. Sem julgamento se o municipio está ou não dilapidando o patrimônio público. Sem dinheiro, como disse o Zé do Montão, só na “catira” mesmo.
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Zé do Montão mostra 11 lotes
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Inverdades no Projeto
Na justificativa da dação em pagamento para a Natureza, o município alega que o objetivo é a ampliação da empresa, que tem como atividade, a Reciclagem e comercio atacadista de materiais ferrosos e não ferrosos e suas ligas, seleção e industrialização de materiais metálico, ferrosos e não ferrosos descartados, trituração mecânica de sucatas de metais com a subseqüente classificação e separação, serviços de transporte e movimentação de materiais, prestação de serviços de reciclagem de materiais ferrosos e não ferrosos e suas ligas, locação de maquinas e equipamentos, extração e exploração de minérios de ferro, alumínio, cobre, chumbo, zinco e outros minerais metálicos não ferrosos, não podendo os imóveis ser objeto de alienação em hipótese alguma, inclusive permuta.
Contudo, senão, todavia, conforme Zé do Montão, o objetivo final, daqui a sete anos, o local será aterrado e construído um condomínio.
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Para Inglês ver
No artigo 2º do Projeto de Lei, o município, na forma de engodo da população, afirma que a dação em pagamento se efetivará através de decreto municipal após o cumprimento por parte da empresa; da obrigação de efetivar as obras, no entorno dos imóveis, em vias do Distrito Industrial, Núcleo Empresarial e/ou em obras, serviços, materiais e projetos de interesse do Município; cujo valor será limitado à avaliação dos imóveis descritos no §2º do art. 1º, corrigido pelo IGPM, se não pago em até doze meses, contados da publicação desta Lei.
Como será pago em doze meses, se o próprio Zé do Montão confessa que não vai entrar dinheiro no negócio, que é uma “catira”?
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Eleição 2016
O resumo da opereta, é que os vereadores como um todo, quase não foram atendidos em suas reivindicações de realizações de obras em seus redutos. Pela pindaíba da Prefeitura, poucos foram os contemplados, nem mesmo os governistas de carteirinhas. Ganharam alguma coisa, mas nada que lhes garantam a reeleição. E como quem está no poder é desgastado pelas críticas. Na reta final, veem nesta, entre aspas mesmo, “dação em pagamento”, que na verdade é uma permuta, ou uma PPP informal, uma possibilidade de mostrarem serviço para seus eleitores. Para isso constituíram o Colegio de Líderes, querem passar por cima da Recomendação do Ministério Público, “fazem o diabo” para ver seus redutos calçados.
Enquanto os vereadores de oposição, que ficaram a seco durante os quatro anos, no apagar das luzes, não se seduziram pelo canto da sereia. Preferem continuar na oposição, que cederem agora, por uma promessa, que pode não ser cumprida.
Clique e leia o projeto EM-011/2015, na íntegra
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