O G1 também questionou a Anac sobre o andamento do processo de homologação da estrutura aeroportuária, porém, não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Continua depois da publicidade Em julho, quando a polêmica veio à tona, Aécio Neves chegou a admitir que usou o aeroporto do município do interior de Minas algumas vezes. Ele, no entanto, afirmou que não sabia da necessidade de homologação para o uso. “A obra foi corretíssima. Não me furto a responder sobre esse assunto. A obra foi planejada como milhares de outras feitas em Minas Gerais. O que há, na verdade, é uma grande demora da Anac em fazer essas homologações. Eu fui de forma inadvertida. Não procurei saber se havia ou não a homologação. Se isso é um erro, eu assumo esse erro”, disse o presidenciável tucano na ocasião. A obra na fazenda do tio-avô de Aécio custou cerca de R$ 14 milhões e foi concluída em 2010, último ano do mandato do candidato do PSDB como governador de Minas, segundo reportagem publicada pelo jornal “Folha de São Paulo”. O aeroporto feito para receber aviões de médio e pequeno porte fica dentro da fazenda de Múcio Guimarães Tolentino, no município de Cláudio. Múcio é irmão da avó de Aécio, Risoleta Tolentino Neves, que foi casada por 47 anos com Tancredo Neves. De acordo com a “Folha de S.Paulo”, Múcio e os filhos dele ficavam com as chaves do portão do aeroporto. Ainda segundo o jornal, era preciso pedir autorização aos familiares de Aécio para pousar na pista. O Diário Oficial da União publicou em 23 de abril de 2014 um convênio que transfere do Executivo federal para o governo mineiro a exploração do aeroporto de Cláudio. Uma nota oficial publicada no site da campanha de Aécio no último domingo (19) afirmou que o aeroporto mineiro “é de uso público e, assim como outros, aguarda a conclusão do processo de homologação junto à Agência Nacional de Aviação Civil”. Continua depois da publicidade
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