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“O que tem acontecido na nefrologia é muito grave e sério, por que nós como paciente estamos nos sentindo muito acuado em relação a atual situação do hospital. Os atuais gestores do hospital, a Dictum, estão querendo fazer a troca do corpo clinico da nefrologia do hospital por novos médicos. Com isto nós paciente estamos descontentes. Nós não queremos passar a ser atendidos por médicos inexperientes, isto nos dá uma grande desvantagem em relação ao tratamento. E os novos médicos que virão a gente não sabe quem vão ser. Portanto a gente quer lugar até o final para que esses médicos que nos atendem, que são conceituados e renomados, continuem no hospital, por que até então estamos tendo um bom atendimento”, assim Carlos Cônsoli iniciou expressando o seu descontentamento e de outros pacientes com a gestão da interventora do HSJD, Dictum, no caso especifico, com o setor de nefrologia.
O paciente do tratamento de hemodiálise, continuou o seu relato: “A situação tem nos deixado muito tenso. Até as enfermeiras não sabem quem será o futuro delas, elas ficam apavoradas em relação ao futuro delas no setor, não sabe o que vai acontecer. Imagine então, se elas e os médicos não sabem o que vai acontecer, como ficam os pacientes? Será que teremos o mesmo atendimento? – Atualmente existem máquinas totalmente sucateadas e precisando de uma grande reforma na nefrologia. Nós não podemos reclamar do atendimento do corpo clinico e nem das enfermeiras, só somos muito bem tratados. Nós só queremos fazer o tratamento de hemodiálise e fazermos de forma tranquila, como tem que ser feito o tratamento, bem atendido e bem orientado como tem sido pelo atual corpo clinico”.
Cônsoli falou da diferenciação que é o tratamento da doença renal através da hemodiálise, comparado com outros tipos de tratamento, quando o paciente não cria fortes vínculos com quem os atende. Já que a presença dos pacientes é constante e intensa, eles vão três vezes por semana e chegam a ficar quatro horas no ambiente. Isto cria forte vínculos com os médicos, as enfermeiras, enfim com que eles tem contato. Contou que existem pacientes que fazem tratamento há 20 anos com o mesmo médicos. “Imagina você trocar tudo. Trocar por médicos que não conhecemos. Não queremos perder isso – Essa Dictum está trazendo temor para os pacientes, que a qualquer momento percamos isto, de que um dia a nefrologia possa vir a fechar. Então estamos revoltados com isto”
O paciente invocou que o Ministério Público faça alguma coisa. “Queremos sim que o Ministério Público, que alguém faça alguma coisa por nós, por que a situação do jeito que está não pode continuar”.
Na opinião de Carlos a situação da nefrologia, perpassa as questões meramente financeira e de contrato.
Que o ser humano esteja em primeiro lugar. Pensa também que a DICTUM quer substituir o atual corpo clinico que são formados de médicos competentes e que sabem da necessidade do setor para substituí-los por pessoas indicadas por eles e que serão meramente “paus mandados da interventora – Eles vão ficar calados, fazer um mais ou menos da nefrologia, ou seja fazer de conta que está tudo bem, e na verdade não vai estar tudo bem. Nós os pacientes vamos ser os mais atingidos – Saúde é vide, e a gente não brinca com vida”
Finalizando Cônsoli fez um balanço de quantas maquinas existem na nefrologia funcionando e quantos pacientes existem. “São muitos pacientes que estão desorientados do que vai ser o futuro da nefrologia”
Carlos Console é de uma tradicional família de Divinópolis, seu pai foi o vereador do PSDB, com seu mesmo nome, Carlos Console, que faleceu há alguns anos.
Carlinhos, como alguns o chamam, tem 44 anos, é casado e tem 5 filhos e está fazendo o tratamento há cerca de seis meses.
Assim como ele, sua mãe e sua tia também fazem hemodiálise no São João de Deus. Recentemente ele perdeu um irmão pelo mesmo problema. Ítalo fez transplante do rim, no próprio HSJD, mas por complicações, ele faleceu. Ele relatou que o seu problema é “rim policístico” e que é genético.






