A matéria da revista da Editora Globo, mesmo grupo de comunicação da TV Globo, diz que a campanha do PSB pode ter cometido um crime eleitoral ao usar o avião fantasma que matou o candidato do partido.
A revista da Globo apresentou documentos apontando que o avião é de propriedade do grupo AF Andrade, do setor sucroalcooleiro, um grupo que enfrenta uma grave crise financeira e que não poderia ter sido cedido para a campanha de Eduardo Campos e Marina Silva, que voou na mesma aeronave. E ainda que pudesse ser utilizado como taxi aéreo, o avião deveria constar na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral, e isto não foi feito.
Veja matéria da Época
Pequeno trecho da matéria da Época
ÉPOCA procurou a campanha do PSB à presidência da República com perguntas sobre o uso da aeronave PR- AFA. Entre outros questionamentos, perguntou se a chapa fizera pagamentos para usar a aeronave, se arcara com as despesas de manutenção e se declarara tais despesas na prestação de contas eleitoral. Na prestação parcial, referente ao mês de julho, não há citação às empresas BR Par e Bandeirantes. ÉPOCA perguntou, ainda, quantas vezes a candidata Marina Silva voou no avião e se ela tinha conhecimento sobre quem arrendara a aeronave.
Até o fechamento desta reportagem, o PSB não respondera aos questionamentos. De acordo com a legislação eleitoral, uma empresa não pode fazer doações de bens ou serviços sem relação com sua atividade fim. Por isso, uma empresa do ramo sucroalcooleiro, como da AF Andrade, não poderia emprestar um avião. Se o alugasse, teria de comunicar a Anac. “A Anac não foi informada sobre nenhuma cessão onerosa da aeronave”, informou em nota.






