Fernando Pimentel “detona” governo tucano mineiro em vários pontos de sua gestão

Publicado por: suporte


Inicialmente o encontro, segundo o convite distribuído, estava marcado para ocorrer na Avenida Getúlio Vargas, próximo a sede do Sintram, e do comitê do candidato a deputado federal, Reginaldo Lopes que foi inaugurado nesta terça-feira (12).

Depois de muito esperar, sem que houvesse qualquer comunicação, chegou o aviso que o candidato já estava nas esquinas das Ruas Goiás com Antônio Olímpio de Morais. E aí foi uma correria dos militantes, saindo em uma veloz caminhada para encontrar Pimentel, que estava concedendo uma entrevista coletiva no “meio da rua” mesmo, quando a programação inicial não era essa.

Continua depois da publicidade

Após a improvisada entrevista, o candidato petista subiu a Rua Goiás, e parou em um bar para tomar o clássico cafezinho de campanha, em uma pastelaria.

Ao chegar na Capela Santa Cruz, Pimentel teve um encontro com o bispo Monsenhor José Carlos Souza Campos, junto com o candidato ao senado, Josué Alencar (PMDB), que tinha acabado de chegar e se juntou às ações da campanha. A seguir, excepcionalmente, dado ao desencontro de comunicação, ele concedeu uma entrevista exclusiva para o Divinews e o Gazeta do Oeste.

Já às 17 horas, o candidato acompanhado de alguns deputados, vereadores e prefeitos que fazem parte de sua “tendência” começou o seu discurso, após o discurso do médico Alberto Gigante e do candidato ao senado Josué Alencar.

Hospital Regional
Sobre a saúde no municipio,  Fernando Pimentel concluiu que o Hospital Regional de Divinópolis está em um ritmo muito lento em sua construção, que já deveria estar concluído e entregue, mas que “infelizmente o governo do estado não o fez”. “Quando chegarmos ao governo vamos terminar e entrega-lo para que a Universidade Federal de São João Del Rei o administre. Este é o nosso projeto. Fazer dele um hospital universitário, aproveitando que aqui já tem um curso universitário de medicina da UFSJ. Acho que seria o complemento ideal e resolveria o problema do Hospital São João de Deus”.

HSJD
Quanto ao Hospital São João de Deus, o ex-prefeito de Belo Horizonte e atual candidato ao governo de Minas, constatou que a situação do hospital é muito ruim mesmo, mas que é preciso recuperá-lo. Contudo disse que vai levar algum tempo para isto. “Acho fundamental terminar a obra do Hospital Regional e ao mesmo tempo iniciar um plano de recuperação do São João de Deus. Como fizemos na Santa Casa de Belo Horizonte, quando fui prefeito”.

Plano de Desenvolvimento
O candidato falou sobre desenvolvimento dizendo que “falta para o Estado um plano de desenvolvimento. Mas especificamente aqui na região. Em 12 anos de governo do PSDB eles não apresentaram um programa de desenvolvimento para Minas. A gente pergunta qual é o programa de desenvolvimento para Minas? Ninguém sabe responder, por que não existe. Nós vamos construir. Aqui na região nós temos que fortalecer a cadeia produtiva”

Continua depois da publicidade

Na área de segurança pública Pimentel também teceu críticas, quanto ao efetivo das Policias Militar e Civil. Constatou que o índice de violência aumentou em todo estado.

Sobre a Lei100 que o governador Aécio Neves sancionou e posteriormente foi julgada inconstitucional pelo STF, Pimentel falou que foi um claro sinal de irresponsabilidade do Estado e que os que foram atingidos pela inconstitucionalidade da Lei. Ele vai buscar uma forma jurídica junto ao STF para tentar reverter a situação.

Encerrou falando da tributação do ICMS no estado, que é uma dos maiores do país.

LEI 100

Os mais de 96 mil servidores do Estado que foram beneficiados com a efetivação dos cargos que ocupavam após sanção da Lei Complementar Estadual 100 deverão deixar os cargos imediatamente. Esse foi o entendimento, por unanimidade, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgaram, na tarde desta quarta-feira (26), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pela Procuradoria-Geral da República.

A determinação possui algumas ressalvas, mas a decisão causará um grande impacto para o Estado de Minas Gerais. A Corte determinou a saída de todos os servidores a partir da publicação do acórdão. De acordo com a assessoria do STF, publicado pelo Estado de Minas, não existe um prazo determinado para a publicação da sentença, portanto, ainda não é possível prever a saída dos servidores.

O ministro Dias Tóffoli declarou que aqueles que se beneficiaram com a aposentadoria ou que se enquadrem nesta situação até a data da publicação da sentença não serão atingidos. O mesmo vale para aqueles que conseguiram a aprovação em concurso público e exercem as funções, entretanto, quem se manteve nos cargos apenas com a segurança da lei, agora inconstitucional, deverão deixar os cargos, dessa forma novas contratações deverão ser feitas para suprir as vagas em aberto.

O ministro Marco Aurélio Mello fez duros ataques à lei mineira, dizendo que ela fere “escancaradamente a Constituição. Ou a Constituição federal é observada ou não é. Aqui foi desrespeitada de forma abusiva. Apostando na morosidade da Justiça, se desrespeitou flagrantemente”.

Por fim, o presidente ministro Joaquim Barbosa voltou a falar sobre a situação dos já aposentados, afirmando que esse direito deve ser mantido. Para que a situação, por parte dos futuros demitidos seja sanada, o presidente votou para que seja realizado um novo concurso público de forma mais célere, com isso, abrindo a oportunidade para os prejudicados.

A polêmica começou em novembro de 2007, quando o Governo de Minas Gerais publicou a sanção da Lei 100. Na época, a determinação beneficiou cerca de 96 mil funcionários que haviam sido contratados até o dia 31 de dezembro de 2006 e possuíam vinculo precário no Estado. Todos os favorecidos ocupam funções como professores, vigilantes e faxineiros.

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados