PROJETO DE LEI Nº 005 CM/2014 Institui o dia do
Palhaço, no calendário de efemérides municipais, neste Município de Divinópolis- MG.
Art. 1º – É instituído, no calendário das efemérides municipais,
o Dia do Palhaço, a ser comemorado, anualmente, no dia 10 de julho.
Art. 2º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICATIVA:
Um dos traços marcantes de nosso País reside na diversidade cultural de nossas manifestações artísticas, fruto de um longo processo de miscigenação e hibridação cultural de várias matrizes étnicas.
Dentre essas manifestações, de caráter nitidamente popular, temos a atividade circense que se encontra presente nos pontos mais longínquos do território nacional.
No circo, em que pese a presença de outras manifestações e personagens, sobressai a figura do palhaço.
Não é á toa que o palhaço é a alma do circo. “circo sem palhaços é um homem de muletas”. A origem do palhaço remonta à Antiguidade Clássica quando eles contracenavam em peças teatrais gregas. Após a apresentação de tragédias sérias, o palhaço entrava em cena e contava a mesma história sob sua própria ótica, na qual os heróis apareciam como bobos.
É conhecida também a figura do “bobo da corte” ou “bufão” existente desde a Idade Média, em que o palhaço declamava poesias, cantava baladas e era também malabarista, mímico, acrobata e equilibrista. No período medieval, o palhaço também aprendeu a chorar.
Melhor dizendo: os palhaços passaram a atuar em comédias religiosas, nas quais encarnavam os papéis de vícios, de diabo e do próprio mal. Mas foi com o grande escritor inglês William Shakespeare que o palhaço se tornou uma figura ainda mais dramática e passou a ser utilizado em cenas trágicas. Com isso, pouco a pouco, esses profissionais do riso e da pilhéria foram ganhando notoriedade nas peças teatrais do período renascentista.
Na Comédia de Arte, surgiu uma figura de palhaço ainda hoje bastante conhecida de todos nós. Trata-se do “Pierrô”
– personagem apaixonado por “Colombina”, mas que não tinha seu amor correspondido. Tradicionalmente, esse tipo de
palhaço é retratado com uma lágrima que escorre pelo rosto, simbolizando a idealização do amor. No contexto da mesma companhia de arte, surgiu, também, a figura do “Arlequim”
– um palhaço que usava roupas com recortes de losango e que, no início, tinha a função de divertir o público durante o intervalo do espetáculo.
Ainda hoje essas figuras de palhaço se encontram presentes na cultura brasileira, sobretudo na época do carnaval e nos bailes monimos, para celebrar a alegria e a extroversão. Quem não se recorda do trecho da marchinha de carnaval que diz: “Quanto riso, oh!, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão, Pierrô está chorando pelo amor de Colombina, no meio da multidão, o palhaço está também presente no imaginário de todas as crianças de diferentes origens sociais. Por ocasião de festas de aniversário, é muito comum contar com a alegria do palhaço que, com suas estórias e brincadeiras, diverte a criançada. Quem de nós não se lembra de figuras emblemáticas de palhaços que exerceram importante papel na nossa infância.
O mais célebre de todos eles foi o Carequinha, que soube usar a televisão e ficou consagrado pelos seus programas infantis. Não podemos esquecer também de outros nomes de palhaços como Piolim, Bozo, Fred, Arrelia, Picolino, Espirro e Atchim, em Divinópolis, o palhaço Coquinho ( em memoriam) 1º palhaço que temos conhecimento, como também tantos outros dentre eles:
Espoleta, Fartura, Pimpão e Fumaça, Pipoca, entre outros que alegram ainda hoje, com toda concorrência da informática, nossas criança, jovens e adultos, os doutores da alegria.
Salientamos ainda a importância desse projeto para que nunca esqueçamos à alegria de um sorriso, as lagrimas que os Palhaços escondem nos seus sorrisos e em suas brincadeiras, esta data é somente uma singela homenagem desta casa do povo, para todos que com alegria mexem com nossos sentimentos e aguçam nossas alegrias, fluindo lembranças agradáveis, do nosso tempo de criança.






