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Na sessão ordinária desta quinta-feira (20) da Câmara de Divinópolis, o Sindicato dos Trabalhadores do Município foi surpreendido com a inserção da votação do projeto EM-056/2013 que trata da terceirização dos servidores públicos municipais que exercem a função de serviços gerais. Segundo Ivanete Ferreira, a categoria se sentiu traída pelos vereadores do Grupo Parlamentar “Independente”, pois eles se comprometeram em diversas reuniões ocorridas em não votar o projeto. E o sindicato não recebeu nenhum comunicado do grupo que eles teriam rompido o acordo e resolvido a votar o projeto.
Estrategicamente, três componentes do bloco parlamentar, Careca, Marquinhos e Edimar Felix os três do PROS inventaram uma súbita viagem para Belo Horizonte com o objetivo de não “queimar o filme” com o chefe do Executivo votando abertamente contra o projeto e ficar bem com a categoria votando favorável. Então os três preferiram viajar a trabalho.
Já o vereador Piriquito, preferiu voar (sair do plenário) e não votar contra sua categoria, já que ele também é servidor público da área de serviços gerais.
O vereador Nilmar Eustáquio, do PP, também não apareceu. Aliás na última reunião de terça-feira (18) o edil não compareceu, assim como não apareceu também na Audiência Pública da Saúde, ocorrida no dia anterior, segunda-feira (17).
O mais “apoplético” foi a falta de estratégia de Marcos Vinicius e Edimar Máximo quando votaram favorável a inserção do projeto EM-056/2013 e contra os servidores. E por quê?
Já que só havia em plenário somente 12 (doze) vereadores, incluindo o presidente Kaboja que só teria o voto de minerva, isto é se desse empate. Os votos que estavam em disputa eram apenas 11 (onze). E a situação para aprovar o projeto precisava da maioria simples, ou seja, 9 (nove) votos dos 11 (onze) em disputa, estava claro que a situação perderia com qualquer equação matemática. Com ou sem o voto, por exemplo, do vereador Delano. Já que a oposição tinha assegurado o voto de 4 (quatro) vereadores, Adair Otaviano (PMDB), Anderson Saleme (PR), por cabresto partidário, Edimilson Andrade (PT) e Hilton de Aguiar (PMDB). E a situação também tinha somente quatro votos, de Adilson Quadros (PSDB), Edimar Rodrigues (PSD), Eduardo Print Junior (SDD) e Rodyson do Zé Milton (PSDB).
O resumo da equação é que, mesmo que Marcos Vinicius e Edimar Máximo e até mesmo Delano Santiago votassem favorável à inserção do projeto, ele seria rejeitado, já que seria necessários 9 (nove) votos e com os três fechariam somente 7 (sete) votos.
Enfim, os dois espertos vereadores se desgastaram desnecessariamente com o SINTRAM, com os servidores públicos e seus parentes envolvidos diretamente no EM-056/2013, com os xiitas que ecoam tudo que acontece na Câmara em uma magnitude inimaginável, e com a população que é contra, por que é contra quase tudo que a administração colocar em votação.
Ou eles, do Bloco Parlamentar são mais espertos que qualquer um, e resolveram foi passar o “171” no prefeito, armando tudo entre si.
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