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O auditório do Sindicato dos Metalúrgicos já na primeira convocação estava lotado, com exatos 216 servidores, segundo a contagem oficial do SINTRAM para a ata. Ineditamente a Assembléia foi conduzida pelo presidente do SINTRAM, João Madeira e a presidente do SINTEMMD, Cida Oliveira.
Madeira ao abrir a assembléia lamentou disse da insatisfação da categoria com o descaso que a administração municipal trata os servidores, relatando as sucessivas desmarcações de reuniões com o grupo que compõe a mesa de negociação salarial, que não avançou quase nada diante da falta de respeito do Executivo. E exemplificou que o novo secretário de Administração Beto Machado, ex-vereador derrotado nas últimas eleições (2012), marcou um encontro na última segunda-feira (17), depois cancelou, marcou para esta quarta-feira (18) e tornou desmarcar alegando a existência da Assembléia neste dia.
Madeira lamentou também que as escolas tivessem sido pressionadas pela Secretaria de Educação, em alguns casos diretamente pelo secretária Rosemary Lasmar para que não comparecessem à assembléia. Falou também na novidade do trabalho em conjunto do SINTRAM e SINTEMMD, dando a opção do servidor que quiser se filiar a um ou outro ou a ambos, ou nenhum. E que os dois sindicatos estão legalizados e lutam pelo comum, que é a defesa dos servidores públicos.
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Cida Oliveira também falou sobre o assunto e na chamada geral foi constatado que o maior número de pessoas presentes era da educação, com cerca de 80%, os demais estavam divididos entre a saúde e outras Secretarias, com predominância para a saúde.
A diretora Ivanete afirmou com veemência que gostaria de sensibilizar a categoria para que fosse unida e aderisse a paralisação, pois: “Eu não consigo sentar com este pessoal mais um dia sequer”. Falou da dificuldade que foi tentar marcar a reunião com Beto Machado, e só foi marcada depois que houve a ameaça de levar a solicitação para a imprensa. Contudo não aconteceu.
Vários servidores foram inscritos e se manifestaram no tempo de cada um. Todos com o mesmo sentimento: “revolta” com o que está ocorrendo no município, segundo as palavras de cada um.
A reivindicação dos servidores, além do reajuste de correção da inflação no período é um aumento real de 11%, mais a atualização do valor do ticket alimentação, retroativos a janeiro (2014), além da moralização da Mesa Permanente de Negociação.
A Assembléia deliberou sobre o nome do movimento como: “É HORA DE DIZER BASTA EM DEFESA DOS NOSSOS DIREITOS”, e marcaram para o dia 27 a paralisação. Inicialmente de um dia, mas que, segundo o sentimento reinante poderá se estender por mais dias, dependendo de como o Executivo se comportará.
Outras deliberações da Assembléia, por total falta de confiança nos vereadores, que em tese deveriam representar a vontade do povo, resolveram que haverá plantões permanentes da categoria para tentar barrar a votação do EM-056/2013, o tal que terceiriza alguns cargos dos serviços gerais.
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