As urnas fecharam às 20h (15h de Brasília) e autoridades eleitorais afirmaram que o comparecimento foi “recorde” – Porém muitos eleitores boicotaram a votação, que foi considerada ilegal pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
Forças partidárias da Rússia tomaram o controle da Crimeia em fevereiro logo após a queda do presidente ucraniano pró-Moscou Viktor Yanukovych.
Na cédula de votação os eleitores foram questionados se desejavam que a Criméia voltasse a fazer parte da Rússia.
Uma segunda questão questionava se a Ucrânia deveria retornar ao status que tinha na Constituição de 1992, quando a Crimeia tinha mais autonomia.
Não havia opção para aqueles que desejam que a situação constitucional permaneça sem alterações.
Os russo étnicos formam 58,5% da população da região, e esperava-se que muitos deles votassem pela união com a Rússia.
“A Rússia vai nos defender e proteger”, disse a professora Olga Koziko após votar. A eleitora disse ser favorável a Moscou por não querer ser governada “pelos nazistas que tomaram o poder em Kiev”.
A minoria tártara, que representa 12% da população boicotou a votação.
O número total de eleitores aptos a votar era de aproximadamente 1,5 milhão e resultados preliminares não confirmados dizem que 80% deles compareceram às urnas.
Sergei Aksyonov, que foi nomeado líder do governo na Crimeia após a intervenção militar russa, disse que a população votou de forma livre.
Ele afirmou que não houve problemas nas estações de votação. “Eu não sinto nem vejo nenhuma pressão sendo feita”, afirmou à agência de notícias Interfax durante a votação.
Sessão no Parlamento
Aksyonov afirmou que haverá uma sessão no Parlamento na segunda-feira. “O Soviet Supremo da Crimeia fará uma solicitação oficial para que a república se una à Federação Russa em uma reunião em 17 de março”, afirmou em sua conta no Twitter.
Fonte: BBC Brasil






