A família mora no Bairro Bom Pastor e todos os membros, segundo os parente denunciantes, tem problemas de ordem mental.
A sujeira na casa é espantosa. Os alimentos são armazenados no telhado do que se poderia chamar de residência. Existem dezenas de gatos estão espalhados pela casa e alguns preso em gaiolas.
Depois que Nilton e Agda no último dia 11/01 tentaram visitar a família e foram impedidos de terem acesso aos filhos do casal que usaram como subterfúgios que eles, Antônio Fernando e Jane, tinham ido ao supermercado, mas na verdade estavam escondidos nos seus respectivos cubículos. Nilton e Agda resolveram procurar a Promotoria de Defesa do Idoso e Deficiente para pedir providências judiciais por que existe uma caracterização de cárcere privado e Fernando estaria ferido.
Neste mesmo dia o promotor Ubiratan Domingues oficiou o CRAS Noroeste do Bairro Serra Verde que por sua vez encaminhou o problema para a Unidade de Saúde do Bairro Bom Pastor que enviou a enfermeira Zilá Estefânia ao local.
Zila relatou que ao chegar na casa do casal ficou bastante tempo chamando até que a Nilza, a mãe do casal abrisse a porta, ela mentiu para Zilá dizendo que o marido e os filhos não estavam em casa, mas depois de algum tempo Ivo, o marido e pai de Antônio Fernando e Jane saiu de dentro de casa. Segundo Zilá foi perguntado várias vezes para o casal onde estavam os filhos e eles responderam que não estavam em casa. Os dois, segundo os parentes denunciantes mentiram para a enfermeira Zilá, pois com certeza Antônio Fernando e Jane estavam dentro da casa em seus cubículos.
Zilá em seu relatório de visita domiciliar informou que foi na casa de uma vizinha do casal e esta relatou que o Ivo é bastante nervoso e que ela (vizinha) nunca viu o “menino” (Fernando) e a “menina” (Jane) sai muito raramente com a mãe para ir ao supermercado “sempre de óculos escuro e com ombros curvados”.
Os Denunciantes, Nilton e Agda, contaram que Antônio Fernando está no mais alto grau de depressão, dormindo em uma cama sem colchão, somente no estrado e com ferimentos. E que o grau de loucura é tanto que eles temem que se ele vier a morrer dentro de casa, é bem provável que eles o enterrem no quintal mesmo e ninguém ficará sabendo.
Contaram ainda que no dia que estiveram na casa, 11/01 tentaram olhar o cubículo onde fica a “menina” (Jane) para ver qual era o seu estado, ela notou que ia ser observada e teve um ataque histérico que os obrigou a saírem da casa imediatamente.
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