CONFIRMADO: Aeroporto Brigadeiro Cabral em Divinópolis é usado como rota de tráfico de drogas

Publicado por: suporte



Segundo uma fonte residente do município de São Gonçalo do Pará, cidade natal dos Perrelas, o helicóptero era “arroz de festa” vivia sobrevoando a cidade. Era caminho da roça, Belo Horizonte – Divinópolis – SGP. A aeronave é um R66, ou seja, fabricado por uma das mais famosas indústrias a americana Robson e o seu modelo é um R66, um dos mais caros, pois é turbinado.

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A aeronave vivia transportando amigos e correligionários do deputado estadual Gustavo Perrela, que saiu do PDT e migrou para o SDD (Solidariedade) do Paulinho da Força levando vários políticos com ele. Entre os passageiros habitué da aeronave, estava o prefeito eleito em 2012, de São Gonçalo do Pará, Toninho André e o vereador de Divinópolis, Eduardo Print Junior que em determinada ocasião chegou a postar fotos dele e família a bordo do helicóptero no Facebook. Segundo a fonte de SGP o roteiro era quase sempre o mesmo, uma chácara de um bicheiro no município em que todos iam para lá fazer churrasco, passar um fim de semana feliz.

Outra fonte contatada pelo Divinews, que por motivos de segurança não quis se identificar afirmou que é normal pousar no aeroporto umas aeronaves mais estranhas, abastecem e seguem viagem. Sem fiscalização alguma. Além de não existir também fiscalização das bagagens e produtos que são desembargados no Brigadeiro Cabral. “É a coisa mais fácil do mundo trazer o que quiser – Ninguém olha nada”

Outra fonte contatada pelo Divinews, que por motivos de segurança não quis se identificar afirmou que é normal pousar no aeroporto umas aeronaves mais estranhas, abastecem e seguem viagem. Sem fiscalização alguma. Além de não existir também fiscalização das bagagens e produtos que são desembargados no Brigadeiro Cabral. “É a coisa mais fácil do mundo trazer o que quiser – Ninguém olha nada”

 

Veja o link da matéria que o Divinews publicou no dia 23 de outubro, após ter recebido uma denuncia, na época anônima, agora nem tanto.

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MARACUTAIAS NO AEROPORTO DE DIVINÓPOLIS: denúncia fala sobre irregularidades no aeroporto Brigadeiro Cabral comprometendo desenvolvimento econômico (VEJA A DENÚNCIA NA ÍNTEGRA )

 
O site do Novo Jornal ( www.novojornal.com.br ) falou também sobre o assunto, referenciando a matéria do Divinews

“Maracutais no Aeroporto de Divinopolis: denúncia fala sobre irregularidades no aeroporto Brigadeiro Cabral comprometendo desenvolvimento econômico

Segundo correspondência enviada pelo denunciante, as irregularidades envolvem várias empresas, empresários e políticos – Como sempre, o Pastor Paulo César, ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Divinópolis, que fez uma passagem pífia pelo Legislativo, e como premio de consolação por ter “orado” na cartilha do Executivo ganhou o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico, é citado como sabedor de todas as irregularidades, assim como o prefeito Vlaldimir Azevedo. Alertando que, se os vereadores forem tentar desvendar imbróglio terão imensas dificuldades, pois envolve os “poderosos” da cidade. Acrescenta ainda que sob o ponto de vista técnico, eles são “profundos desconhecedores de qualquer assunto relacionado à aviação”.
 
O denunciante, por suas consideração é um profundo conhecedor das entranhas do aeroporto de Divinópolis, Brigadeiro Cabral. Ele cita diversos casos e nomes, com propriedade de quem sabe o que está falando. E segundo fonte, o assunto está sendo comunicado ao Ministério Público Federal e para a Policia Federal, assim como para o Ministério Publico de Minas Gerais (MPMG), além da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), além da INFRAERO para que se apure não apenas as irregularidades cometidas no aeroporto, mas também as condições de registros das aeronaves que são guardadas nos hangares e a utilização por aviões de outras localidades que se utilizam da pista de pouso. Existe a suspeita de irregularidades tanto no registro dos aviões quanto no pouso e no tipo de mercadoria que pode estar desembarcando no município, já que não existe controle nenhum por parte das autoridades. E que se houver infração e crime os culpados sejam punidos”.

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Helicóptero de Perrella abasteceu carregado de drogas em Divinópolis

Finalmente a prova: Aeroporto da cidade vem servindo de entreposto para abastecimento e manutenção de aeronaves utilizadas no tráfico de drogas

Diversas reportagens do Novojornal vêm denunciando que a cidade mineira de Divinópolis transformou-se em território livre para práticas criminosas diante da inapetência do Ministério Público Federal, Estadual e até mesmo da Polícia Federal em trazer para dentro da legalidade setores da sociedade com maior capacidade econômica ou instalada no Poder municipal, estadual ou federal

Como se não bastasse à decepção da população diante da total impunidade dos políticos da região envolvidos em centenas de esquemas de corrupção, cai agora sob suas cabeças à pecha de que o aeroporto da cidade serviu de base para abastecimento do helicóptero pertencente à empresa do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), apreendido em uma localidade rural do Estado do Espírito Santo carregado com 443 quilos de cocaína.

O Deputado Gustavo Perrella é votado no município, e em junho de 2010 foi condecorado pelos bons serviços prestados a Divinópolis e ao Guarani, time da cidade. A homenagem partiu do vereador Edson Sousa (PDT).
 
O piloto Rogério Almeida Antunes, preso pela Polícia Federal admitiu em depoimento que, pelo valor oferecido para o transporte da mercadoria, imaginou que fosse droga. Rogério é funcionário da Limeira Agropecuária, empresa comandada pelo deputado estadual Gustavo Perrella (SDD), filho do senador Zezé Perrella (PDT-MG), ex-presidente do Cruzeiro. 
 
Rogério disse à PF que decidiu fazer o voo diante de apelos de outro piloto, Alexandre José de Oliveira Júnior, preso também no domingo. “Que questionado se perguntou o que era, respondeu que não; que questionado quanto receberia pelo transporte do ilícito, respondeu que seriam R$ 106 mil, mais as despesas da máquina; que pelo valor oferecido, imaginou que fosse droga, que Alexandre (copiloto) parecia estar desesperado; que resistiu em aceitar a proposta, mas depois acabou aceitando voar”, consta na transcrição.
 
De acordo com a versão do advogado do piloto, Nicácio Pedro Tiradentes, o voo com a droga foi autorizado. O advogado garantiu que Rogério não sabia que transportava drogas e que foi informado pelo copiloto Alexandre José de Oliveira Júnior, de 26 anos, que o carregamento era insumo agrícola.
 
Alexandre, que no voo agiu como copiloto, declarou à PF que um indivíduo chamado Harley prometeu a ele R$ 60 mil para fazer o voo e que o dinheiro seria dividido com Rogério. “Questionado sobre se considera um comportamento razoável aceitar fazer o transporte de 400 kg de uma carga desconhecida ante a promessa de pagamento de um indivíduo que praticamente desconhece, reconhece que não é um comportamento normal”, informou Alexandre.
 
Os agentes da PF quiseram saber se os patrões do piloto sabiam da carga transportada. “Questionado se o senador (Zezé Perrella) ou alguma pessoa da empresa (Limeira Agropecuária) tinha conhecimento do voo realizado para transporte de droga, respondeu que ninguém sabia do transporte de droga, mas que eles autorizavam a realização de frete pelo interrogado, ao preço de R$ 2 mil a hora”, esclareceu ele, segundo transcrição do depoimento. “Questionado sobre a quantidade de horas desde quando começou o voo para buscar e transportar a droga, respondeu que foram 18 horas”, acrescentou Rogério.
 
Para descobrir a origem e o destino da quase meia tonelada de cocaína encontrada no helicóptero a Polícia Federal (PF) vai submeter à perícia os 11 celulares apreendidos com os quatro presos. As ligações telefônicas podem ser a chave para elucidar a participação de outras pessoas no tráfico de drogas. A perícia nos aparelhos começou na segunda-feira (25) e o prazo máximo para a conclusão é de um mês, segundo o delegado.
 
O delegado da Superintendência da PF em Vitória (ES) Leonardo Damasceno expediu nessa quarta-feira (27) as cartas precatórias para que os sócios da Limeira Agropecuária prestem depoimento à PF em Belo Horizonte. Além do deputado estadual Gustavo Perrella, também são sócios da empresa a irmã dele, Carolina Perrella e um sobrinho, André Almeida Costa. A empresa foi criada em maio de 1999 e o senador deixou de ser sócio dela em maio de 2008.
 
Trechos do depoimento de Rogério Almeida Antunes
 
“Que questionado se perguntou o que era, respondeu que não; que questionado quanto receberia pelo transporte do ilícito, respondeu que seriam R$ 106 mil, mais as despesas da máquina; que pelo valor oferecido, imaginou que fosse droga, que Alexandre (copiloto) parecia estar desesperado; que resistiu em aceitar a proposta, mas depois acabou aceitando voar”.
 
“Que questionado se o senador (Zezé Perrella) ou alguma pessoa da empresa (Limeira Agropecuária) tinha conhecimento do voo realizado para transporte de droga, respondeu que ninguém sabia do transporte de droga, mas eles autorizavam a realização de frete pelo interrogado, ao preço de R$ 2 mil a hora; que questionado sobre a quantidade de horas desde quando começou o voo para buscar e transportar a droga, respondeu que foram 18 horas”.
 
O inquérito detalha também que a droga apreendida era destinada a uma pessoa, que pegaria a carga em um posto de gasolina na entrada da cidade de Afonso Cláudio, no Espírito Santo. Sabe-se também que o helicóptero foi carregado próximo à cidade de Avaré (SP), distante 263 quilômetros da capital paulista. A primeira parada para abastecimento foi no Campo de Marte, em São Paulo, e a segunda em Divinópolis, no Centro Oeste de Minas.
 
A Assembleia Legislativa de Minas banca o combustível do helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD). Entre janeiro e outubro deste ano, o parlamentar gastou R$ 14.071 com querosene para avião, segundo o relatório do Portal da Transparência do Legislativo. O Ministério Público de Minas informou que irá investigar o caso. A Casa ainda pagava, desde abril, o salário de R$ 1.700 para o piloto que dirigia a aeronave, Rogério Almeida.
 
O valor gasto só neste ano é suficiente para a compra de 2.814 litros, levando em consideração que o litro de querosene de avião custa R$ 5, segundo uma pesquisa da reportagem em empresas especializadas. Com o total seria possível percorrer, no mínimo, 6.500 quilômetros.
 
O deputado Gustavo Perrella confirmou nessa quarta que utiliza a verba indenizatória para encher o tanque da aeronave Robinson R-66, que pertence à sua empresa Limeira Agropecuária e Participações Ltda. Perrella reconhece, inclusive, que usa a máquina para deslocamentos pessoais e da sua empresa, em sociedade com a irmã Carolina Perrella e o primo André Almeida Costa.
Os abastecimentos com recursos da verba indenizatória são regulares e só não aconteceram em fevereiro e abril deste ano. Em junho, por exemplo, o valor gasto chegou a R$ 3.483. Em julho, no recesso parlamentar, o deputado gastou R$ 1.547 em querosene de avião.
 
Por mês, cada parlamentar pode gastar R$ 5.000 com combustível e lubrificante. A assessoria da Casa afirmou ontem que o valor não poderia ser gasto com transporte aéreo, mas depois voltou atrás e disse que os pagamentos, desde que fossem para viagens a trabalho, eram legais.
 
Ministério Público
 
O promotor Eduardo Nepomuceno disse que há suspeita de irregularidade e que irá abrir uma investigação. “Os gastos só podem ser para uso do exercício do mandato. Lembro que o MP já investiga os gastos da mesma natureza referentes a Zezé Perrella (senador, pai de Gustavo) no período em que este foi deputado estadual”, explicou o promotor.
 
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