Rubens explicou que desde o dia 15 deste mês (outubro) o HSJD começou a realizar as demissões dos trabalhadores que estavam no período de experiência, já que o hospital não tem recursos financeiros para pagar nenhum acerto trabalhista. E que o motivo das demissões foram necessários por que o número de atendimento na urgência e emergência teve uma brusca caída.
Saíram de 5.198 atendimentos em abril, em maio passou para 4.002, junho 3.581, junho 3.094, agosto 2.377 e em setembro com um pequeno acréscimo foi para 2.466, mesmo assim menos da metade, tendo como referencia o mês de abril.
Segundo avaliações internas sobre a queda no número de atendimentos. A primeira razão é que a própria crise afastou naturalmente muitos pacientes. O segundo fator é que os médicos temendo a falta de estrutura na assistência aos seus pacientes levaram e continuam levando-os para outros hospitais da cidade e região. E uma terceira que Rubens afirmou ter sido detectada nesta quarta-feira (23) é o estacionamento vazio que está espantando algumas pessoas que ao chegarem para serem atendidas e vêem o estacionamento vazio ficam receosas e acabam indo para outros hospitais, supondo que a não existência de veículos seria mesmo em conseqüência da crise.
Contudo, quanto ao estacionamento Rubens explicou que o vazio do estacionamento é em conseqüência de que os médicos, enfermeiros e funcionários do hospital passaram a utilizar outros dois estacionamentos existentes atrás do novo prédio do HSJD e outro da enfermagem, atrás do Hospital do Câncer, que na realidade é a unidade de oncologia do HSJD. Desta forma o estacionamento “tradicional” existente na frente do hospital ficou sendo utilizado somente pelos usuários do hospital, por essa razão tem ficado vazio.
Quanto a ter novas demissões, a principio, está descartada, ate mesmo porque, a administração está trabalhando para a abertura da pediatria e ortopedia do hospital e vai demandar a alocação de profissionais. Mas ainda não existe previsão quando isto vai ocorrer.
Quanto indagando pelo Divinews qual foi o impacto financeiros das 39 demissões na folha de pagamento do hospital, Rubens afirmou que não tinha tal informação, mas que iria procurar saber.
A intervenção no HSJD ocorreu no dia 11 de setembro e os interventores tomaram posse no dia 12 e em uma coletiva com a imprensa realizada no dia 13, eles afirmaram que em 90 dias teriam uma análise real da situação critica do hospital. Até nesta quarta-feira (23) já se passaram 40 dias, portanto, a DICTUM empresa escolhida pelo MPMG, capitaneada pelo médico Geraldo Couto, da Santa Casa de Formiga e o superintendente interventor, têm 50 dias para darem o “veredicto” final.





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