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A Audiência Pública foi solicitada pelo vereador Marcos Vinicius (PSC), que presidiu a Mesa, na presença de quase todos os vereadores (exceto o presidente da Casa, Rodyson do Zé Milton-PSDB), e dos deputados Domingos Sávio (PSDB) e Fabiano Tolentino (???); o promotor Ubiratan Domingues; o superintendente do hospital, Afrânio Emílio; a superintendente Regional de Saúde do Centro-Oeste, Kênia de Carvalho, representando o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge; o secretário Municipal de Saúde, Darcio Abud; a presidente do sindicato da categoria, SINDEESS, Denisia Aparecida; Leo Santo, do Mov Saúde; Ronaldo Mauricio presidente do Conselho Municipal de Saúde, e Dr. Delano Santiago, presidente da Comissão de Saúde da Câmara.
O vereador Marcos Vinicius abril iniciou a reunião falando dos propósitos da Audiência Pública, que seria tentar abrir a caixa preta do HSJD, que continuou fechada do mesmo jeito, apenas foram acrescentada algumas pouquíssimas informações.
Delano Santiago, o vereador presidente da Comissão de Saúde da Câmara na sequencia disse também querer algumas respostas sobre o que aconteceu, sobre os desvios e da quase eterna crise do HSJD que é assolado por anos na mesma situação.
Como não poderia ser diferente, dado o tempo que assumiu o cargo, o superintendente Afrânio Emilio, disse que estão no processo de levantamento dos dados do hospital, tentando buscar inicialmente o equilíbrio econômico financeiro para o presente e o futuro próximo, até o fim do ano. Reforçou o que todos já sabem, que foi contratada uma empresa com grande expertise para verificar onde foi o rombo e quem cometeu, que a internacional Pricewaterhouse uma das maiores empresas de auditoria do mundo, que será paga pela Congregação em Portugal.
Afrânio continuou afirmando que a situação é muito critica, além da inadimplência existe a falta de credibilidade com os fornecedores que não querem vender para o HSJD. E que a curto prazo estão garantindo a sobrevivência do hospital através de um planejamento emergencial.
Na fala do promotor Ubiratan Domingues ele confessa que quando assumiu a Promotoria da Saúde em 2011, logo ele notou que havia alguma coisa errada no processo de internação no hospital, pois segundo ele a “fila era furada”. Reforçou a realização da auditoria que será realizada pela Price, e que as pessoas envolvidas em prováveis desvios, serão punidas na medida de suas responsabilidades.
O representante da DICTUM, o médico Geraldo Couto, disse que a empresa e a equipe composta por nove pessoas estão na operação há apenas 18 dias tentando “manter o paciente vivo” e buscaram uma fórmula: “Se existem vários sangramentos temos que escolher os mais graves para estancar e é isto que estamos fazendo”.
Disse ainda que é preciso rever todos os contratos dos prestadores de serviços do hospital, as clinicas internas. Falou ainda da grave deficiência de leitos do hospital e do município. Concluiu dizendo que os fatores que estão permitindo o “sangramento” não foram atacados.
Kenia de Carvalho, representando o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge, atestou que a situação do HSJD já existia, mas estava velada. A situação estava sendo segurada. E que daqui pra frente terá que ser um processo inverso, o hospital tem que ofertar o que é de necessidade da população e não o que ele acha que pode ofertar. “Não queremos um HSJD como ele era, queremos como ele deve ser” finalizou.
A representante dos trabalhadores do HSJD, Aparecida Silva deixou uma pergunta no ar: “Estão falando o que vai ser feito pelo hospital, mas o que estão pensando para os trabalhadores?”
A polêmica maior e o esperado embate entre Léo Santos do Mov Saúde e o ex-secretário Adjunto de Saúde, Gilmar Santos e atual diretor de Vigilância em Saúde. Não ocorreu por falta de tempo. Quando Léo defendeu que está conversando com o deputado federal Jaime Martins e Helvécio sob a possibilidade de transformar o HSJD em 100% SUS. Léo ao levantar tal hipótese foi bastante aplaudido pelos presentes. “Se somos incapazes de transformar o HSJD em 100% SUS, aí é outra conversa”.
Ele defendeu a tese de que a sociedade, diante dos 126 mil usuários de plano de saúde privado é por que houve a incapacidade de atendimento pelo SUS. Criticou também que o HSJD tenha a maior fatia de atendimento da alta complexidade.
Ronaldo Mauricio, o presidente do Conselho Municipal de Saúde do Município de Divinópolis, acompanhou Leo, defendendo também que o HSJD seja 100% SUS e fez severas criticas aos hospitais Santa Lucia, São Judas que estiveram dentro do sistema SUS, fazendo atendimento, receberam equipamentos do governo e depois se descredenciaram.
Domingos Sávio, o deputado federal, disse que todos querem um hospital 100% SUS, mas que é preciso trabalhar com a realidade, pois o HSJD não é um hospital público. E que a divida é bem maior que o patrimônio. “Cada um está agindo individualmente, precisamos agir em sintonia, precisamos correr atrás do município, estado e União para resolver o problema”.
O deputado rebateu ainda a critica que o seu interesse maior seria o Hospital Publico Regional em detrimento do HSJD. Ele disse que um complementa o outro. E ainda que o Hospital Público Regional já tivesse sido inaugurado, e o HSJD estive funcionando a pleno vapor, mesmo assim ainda haveria um déficit na saúde do município. Que o Hospital Publico vai ficar com a baixa complexidade o HSJD com a alta e média complexidade.
O público quis saber sobre a UPA e a ausência do prefeito Vladimir Azevedo. E gritaram “E A UPA, CADÊ? Cadê o Prefeito, por que não veio?
O Deputado estadual Fabiano Tolentino também criticou os hospitais particulares que atendem o SUS, mas somente através da judicialização que é rentável.
Na fase em que os cidadãos interessados puderam fazer suas perguntas o tom generalizado era saber o que verdadeiramente teria acontecido com o HSJD. E Jean Carlos, quis saber: Quem roubou? Como roubou? Quando roubou? e quanto?
Mario Argentino sugeriu que o HSJD fosse transformado em um hospital escola. Luis Otávio respondendo a alguém da Mesa que disse que o local comportaria mais pessoas, respondeu: “Esse lugar só não está mais cheio por que da ultima vez chamara a policia”. Maria Regina questionou se não teria ocorrido atraso no repasse da Prefeitura. Nilton Teodoro disse que no Brasil só pegam ladrões de galinhas e que o Frei Ronan é só um bode expiatório, ainda que: “os repasses estavam atrasados e continuam atrasados”. Catarina Valle do Sind-Ute, reclamou que o IPSEMG é um dos maiores repasse para o hospital e nunca teve um atendimento eletivo. José Venâncio levantou suspeita sobre a morte do “irmão Diamantino” que teria ocorrido conspiração na sua morte. Elogiando que durante o tempo em que ele viveu o Hospital São João de Deus não tinha problemas. Arthur (dentista) perguntou quem é que vai pagar a conta de R$ 80 milhões? Donizete concluiu que tudo vai acabar em pizza.
O ex-secretário Adjunto de Saúde e atual Diretor de Vigilância em Saúde, Gilmar Santos, afirmou disse que se continuar aplicando a teoria de Victor Hugo “Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha”. A interpretação: não é um lobo, são vários lobos, no caso as clinicas especializadas que existem dentro do HSJD, e a ovelha é o próprio hospital.
O jornalista da TV Integração Thiago Carvalho, reclamou que não conseguia obter informações básicas, como qual a receita e despesa atual.
Nas considerações finais, o promotor de Justiça Ubiratan Domingues concluiu que há sérios indícios de irregularidades. O representante da DICTUM, Geraldo Couto, a principio disse que o hospital é plenamente viável para em seguida falar “Não descartamos nunca a possibilidade de o hospital ser fechado”.
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Em tempo: faltou a tradutora de libras (linguagem dos surdos) de uma lei criada pelo vereador Rodyson do Zé Milton (PSDB), que ele mesmo como presidente da Casa Legislativa não cumpre.


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