São Paulo Fashion Week, centenário da imigração Japonesa é o tema este ano

Publicado por: suporte

Nada de desfiles espetaculares no primeiro dia da semana de moda, que tem o centenário da imigração japonesa e combate ao desperdício como tema. Um dos destaques é a volta de Gisele Bündchen após seis temporadas desfilando com exclusividade pela Colcci no Rio e a presença do badalado estilista japonês Kenzo. 

Uma verdadeira imersão no japonismo. Unificando o tema do centenário da imigração japonesa no Brasil e da sustentabilidade, o evento deixou a Bienal toda nipônica e politicamente correta. Estampas japonesas impressas em placas de papelão, latas de lixo que estimulam a reciclagem e duas exposições de roupas feitas no Japão (ou por japoneses) garantiram a ‘ambience’ do evento. 
 
Os desfiles – talvez nesse clima zero desperdício – não foram nada espetaculares. No bom sentido. Cinco das seis marcas que desfilaram neste primeiro dia fizeram apresentações mais contidas, em que as roupas eram as atrações principais, de fato. Primeira a desfilar, a Osklen entrou no clima ‘sustentável’ com tecidos chamados ‘e-fabrics’, com selo e tudo. Desta lista fazem parte couros de animais como avestruz e tilápia e lona.

Continua depois da publicidade

A segunda a desfilar foi Patricia Viera , com suas roupas em alfaiataria de couro e várias peças em tecido em que a matéria-prima preferida da estilista (ele mesmo, o couro) aparecia num mosaico que, por vezes, formava interessantes desenhos florais. Daí para o mundo, a 2nd Floor propôs uma viagem pelo globo com uma coleção que mistura safári, ares náuticos e outros étnicos.

Já Tufi Duek foi buscar a referência da Forum nos Lençóis Maranhense para uma coleção em que o parque nacional aparece misturado a motoqueiras supersexys e fãs dos metais dourados. Penúltima a se apresentar, Fabia Bercsek transformou suas modelos em bonecas contemporânaes, que vestem couro, vinil, usam cílios postiços de plumas e não abrem mão do estilo esportivo da Adidas, marca para qual a estilista cria.

O primeiro dia de SPFW acabou com o desfile da Do Estilista, marca de Marcelo Sommer, em meio a uma exposição sobre o Japão, no Museu de Arte Moderna. A apresentação foi o resumo da ópera que incomodou jornalistas o dia todo: a organização do evento mudou a forma de trabalhar com a imprensa e nem todos os credenciados conseguiram entrar nos desfiles.

 
O ponto crítico foi mesmo o desfile de Sommer: boa parte da imprensa acabou barrada e a apresentação sequer foi exibida nos telões da Bienal. Quem assistiu, porém, conta que a coleção, toda inspirada em fantasias, os modelos encarnaram personagens como índias, enfermeiras, melindrosas, noivas, freiras e bruxas pra lá de lúdicas.
 
Embora passassem certa impressão soturna, cada figura trazia um detalhe bem-humorado. A pirata, por exemplo, surgiu na passarela com um penacho rosa neon na cabeça, enquanto a empregada carregava um
espanador colorido.
 
Trazendo um grande dado na cabeça – uma das marcas registradas de Marcelo Sommer– a modelo com macacão transparente surpreendeu.
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados