Na frente dos dois, Dilma telefonou para Garotinho, segundo relatos de integrantes do PR, para saber a opinião do líder. Garotinho disse que a bancada teria preferência por um deputado. Citou Luciano Castro (PR-R) e Jaime Martins (PR-MG).
Em seguida, a presidente perguntou se havia alguma “restrição” ao nome de César Borges, ao que Garotinho respondeu que não havia qualquer objeção.
Por volta das 18h, o deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP), condenado no mensalão e cacique da sigla, telefonou para Luciano Castro para alertá-lo que Dilma já havia decidido pelo nome de César Borges.
Desde que assumiu o ministério em julho de 2011, o atual ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, embora filiado ao PR, não tinha o apoio da bancada no Congresso do partido, que passou a se dizer “independente” na relação com o Planalto.
Resolvido o nome, Dilma agora quer a reintegração oficial do PR à base do governo, mas também garantia de tempo de televisão na campanha eleitoral de 2014 e evitar que a legenda migre para chapas de candidatos adversários.
O nome de César Borges teve o aval do governador da Bahia, Jaques Wagner. Apesar de terem ficado em palanques opostos em 2010, a expectativa do Planalto é que com a nomeação de César Borges, o baiano fique no mesmo palanque do PT em 2014 na sucessão do Palácio de Ondina.
Fonte: Blog do Camarotti





