ISTO É: as urnas são seguras mesmo? (Testes mostram que não)

Publicado por: suporte

Em matéria publica na edição desta semana que está nas bancas, da Revista Isto É, especialistas em informática afirmaram que driblaram o sistema de segurança da votação eletrônica e dizem que a eleição não está imune a violação – NÃO SÃO SEGURAS. O professor Diego Aranha, que violou a urna em teste: “As falhas existem. As urnas não são 100% seguras como dizem”


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Segundo a matéria do jornalista Cláudio Dantas Sequeira, da Isto É, há 16 anos os brasileiros depositam suas expectativas políticas em urnas eletrônicas. O sistema se notabilizou principalmente pela agilidade na apuração e pela garantia, por parte do Tribunal Superior Eleitoral, de que é imune a violações. Se a velocidade do trabalho de contagem dos votos e indiscutível, a segurança das urnas nunca foi uma unanimidade. Neste ano, a preocupação ganhou força depois que um grupo de especialistas em informática descobriu falhas graves na proteção do software utilizado nas urnas. A ação desses hackers fez parte de um teste publico realizado no TSE. Em vez de ajudar a aperfeiçoar a votação eletrônica, a iniciativa acabou reforçando a impressão de que o processo eleitoral precisa evoluir e se tornar mais transparente.

Em entrevista à ISTO É, o responsável pela equipe que conseguiu violar a urna eletrônica de teste, o professor Diego Aranha, da Universidade de Brasilia, disse que foi pressionado para não divulgar a integra do relatório em que apontou as falhas de segurança do programa desenvolvido pelo TSE. “Apenas a versão aprovada pelo Tribunal foi publicada”, diz Aranha. “As informações sensíveis foram suprimidas”.

Doutor em ciência da computação pela Unicamp e especializado em criptografia, Aranha decidiu arriscar sua reputação, convicto das vulnerabilidades da urna eletrônica. “Elas existe e nós demonstramos isso”, afirma “As urnas não são 100% seguras como dizem”

Quase seis meses depois do inicio dos testes em março, o pesquisador resolveu publicar um relatório independente no qual aponta uma serie de fragilidade do processo eleitoral.

“O software utilizado no sistema de votação eletrônica brasileiro não satisfaz requisito mínimos de segurança e transparência” afirma Aranha. Entre as principais falhas, estariam a proteção inadequada do sigilo do voto, que permitiria saber em qual candidato determinado eleitor votou, o uso de apenas uma única chave criptográfica para cifras as mídias de todas as urnas eletrônicas do País e a aplicação de algoritmos obsoletos cujo uso para segurança em computação já não é recomendado há pelo menos seis anos. “Seria o mesmo que proteger milhares de urnas que serão usadas na eleição com cadeados que podem ser aberto pela mesma chave e ainda esconder essa chave debaixo do tapete, o lugar mais obvio.

A equipe de informática do TSE é formada por cerca de 150 servidores públicos da área de tecnologia da informação e metade desse quadro é responsável pelo desenvolvimento do sistema eleitoral. “Nossa democracia está sob controle absoluto de 70 pessoas e o TSE parte do principio de que esses funcionários são absolutamente incorruptíveis” afirma o professor.

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O Secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Giuseppe Janino, rebate as criticas. “Nos 16 anos de uso do sistema automatizado, não houve sequer um caso de fraude ou tentativa registrada”, afirma Janino. Sobre suspeitas já levantadas em outros pleitos. Ele diz que todas foram “devidamente apuradas”. Uma delas se deu na disputa pelo governo do Maranhão, em 2010.

Roseana Sarney decidiu a eleição no primeiro turno por uma margem de 0,08% (ela obteve 50,08% dos votos). Candidato pelo PC do B, Flávio Dino questionou a vitória no Tribunal Regional Eleitoral maranhense. Em relatório, ele indicou falhas nos arquivos de auditoria das urnas e a ocorrência incomum de votos “rápidos e tardios” conforme descrito na denuncia.

O caso, porém foi arquivado pelo TRE. Professor da Universidade Federal de Pernambuco e um dos criadores do pólo tecnológico Porto Digital. Silvio Meira diz que não há duvidas quanto a lisura do processo eleitoral, mas defende maior transparência por parte do TSE, que planeja executa e fiscaliza as eleições, além de julga os processos. “É um sistema monolítico e opaco”, diz Meira. “O eleitor deveria poder fiscalizar o seu voto”.

Veja o caso ocorrido na seção xxxx da zona xxxx que estava instalada na Escola Estadual Martin Ciprien, em que uma senhora chegou para votar e não pode exercer o seu voto porque alguém já teria votado em seu lugar. O coordenador técnico de apoio que atuava naquele posto de votação, Fabio Eustaquio gravou fez uma gravação para o Divinews, imaginando o que possa ter ocorrido, pois certeza ele não tinha.

Outros casos ocorreram na cidade, um deles ocorreu no bairro Niterói, onde um cidadão, até conhecido, disse que apertou o número de um determinado candidato e apareceu outro. Ele não quis fazer Boletim de Ocorrência policial.

O sistema eletrônico apura rápido, mas não é transparente como era o sistema de votação em cédulas em que várias pessoas participavam da apuração e os partidos enviavam fiscais para acompanharem todo o processo de apuração. Atualmente todo o processo é uma caixa preta. Só quem tem acesso

 


Problema ocorrido na Escola Martin Ciprien (Polivalente)

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Fonte: Revista ISTO É

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