No caso de deputado federal Jaime Martins Filho (PR), foi um acordo político que ele fechou o senador Aécio Neves, para em 2014, se Aécio conseguir viabilizar o nome dele (Aécio) como candidato a presidente da República e como Anastasia não pode ser reeleito governador de Minas, o provável nome dos tucanos, seria a irmã do governador Andréa Neves, a promessa é que Jaime Martins poderia ser vice de Andréa, já que com a vaga aberta do próprio senador Aécio seria do atual governador Antônio Anastasia. Ou ainda, não se sabe de que forma, Aécio batalharia para Jaime o que ele sonhou quase a vida inteira. Ser Senador da República. Ou quem sabe, dependendo do resultado das urnas em 7 de outubro, se nada der certo em 2014, ter o apoio dos tucanos para ser o candidato a prefeito em 2016. Logo, não tem nada de “Unidos Somos mais fortes” e que com pensamento republicano para o bem da cidade, é o bem dele (Jaime) mesmo.
Já no caso de Fabiano Tolentino (PSD), como seu partido é da base do governo peessedebista de Anastasia, Fabiano, diz ele “não teve outra opção” a não ser apoiar Vladimir Azevedo, para não nadar no seco e não ter direito a nenhuma emenda parlamentar estadual. O sistema político do Brasil é assim, apoiou tem, não apoiou fica no seco. A promessa é apoiar a reeleição de Fabiano Tolentino em 2014, já que ele vai precisar de no mínimo 60 mil votos. E isto ele não conseguirá em Divinópolis, principalmente depois do fiasco da sua atuação junto aos professores da rede estadual, quando ele se posicionou a favor do governo e contra os professores. “Arrisca” sua votação no município, cair e cair muito. Fabiano sabe que precisa de liberar recursos não só para Divinópolis, mas para outros diversos municípios e só os teria liberados se apoiasse Vladimir Azevedo. Está aí o motivo nada patriótico divinopolitano e sim legislando em causa própria.
Domingos Sávio (PSDB), em 2010 experimentou o quanto é bom ter a máquina municipal na mão. Já que o seu “pupilo” Vladimir Azevedo foi eleito prefeito em 2008. E, em 2014, ele (Domingos) novamente com a máquina na mão para tentar vôos mais altos, que é sua pretensão confessa, chegar a ser governador de Minas, precisa ampliar a votação a cada mandato para se credenciar rumo ao seu objetivo. Isto sem falar que também é tucano. Mas, a união com Jaime, mesmo que provisória, vem a calhar, pois poderá ampliar sua votação em 2014 se Jaime não estiver no páreo. Estiver por outros caminhos. Logo, a união por Divinópolis para todos eles, é pura balela, conto da carochinha para os eleitores incautos que acreditarem nisto.
Para o senador Aécio Neves, e sua pretensão de ser um potencial candidato a Presidente e até mesmo, vencer as eleições, Divinópolis é importante por ser um colégio eleitoral de peso, com mais de 160 mil eleitores.
O difícil será acomodar o ego e os interesses individuais dos três parlamentar em uma só canoa, isto sem contar os demais partidos. Isto cheira a naufrágio, pior que o atual.
Se a política mudou e continua mudando, como os sociólogos acreditam. A transferência de votos não se consumará como eles pensam que ocorrerá. O voto de cabresto, o voto em clã político parece ter acabado. Se isto de fato ocorreu e diante da rejeição que o atual prefeito tem principalmente nos bairros periféricos. Eles podem queimar seu capital eleitoral e ter que começar a reconstruir tudo novamente na campanha de 2014.
![]() |







