A entrevista da vereadora Dra. Heloisa Cerri à emissora de TV, começou pontualmente às 22 horas, e logo no inicio, segundo opiniões colhidas, a Edil mostrou a que veio, para quem nunca foi política e em seu primeiro mandato participando pela primeira vez de um programa eleitoral de propostas de idéias como candidata a prefeita do município de Divinópolis, passou no teste com louvor, atestaram as pessoas consultadas pelo Divinews.
Logo no inicio da entrevista a candidata a prefeita, Heloisa Cerri, explicou que se eleita for quer propor para a cidade uma nova forma de fazer política e governar, sem apadrinhamentos e as costumeiras trocas de favores entre o poder executivo e o legislativo
Entre algumas ações do seu mandado como vereadora, Heloisa destacou o seu empenho em ver aprovada a licença maternidade, Lei sancionada pelo Executivo e o banco de leite, além da aquisição de um equipamento de ultra som através de emenda parlamentar de um deputado do seu partido. Finalizou o bloco dizendo também da sua solicitação de uma escada magirus para o Corpo de Bombeiro, que até o momento não existe na corporação, e se preocupou por estar em um prédio de 20 andares com dezenas de salas e que se houvesse um sinistro, as pessoas não teriam como serem salvas
A edil ressaltou a economia do seu mandato, já que, durante todos os mandatos não utilizou veiculo nem celular que a Casa Legislativa disponibiliza para os vereadores. E, o seu gabinete foi o único que não fez uso deste tipo de “privilégio”. Além de ter exigido da presidência da Casa, na época o vereador Edmar Rodrigues, que os veículos à serviço dos demais vereadores fosse mais fiscalizado e não usado em atividades particulares do parlamentares.
Quando perguntada por Silvio França o ancora da entrevista sobre a reunião (ajuntamento) de vários deputados, os 15 partidos que se aliaram e outras forças empresariais que estão em apoio à candidatura do candidato à reeleição, o prefeito Vladimir Azevedo, a vereadora com tranqüilidade e de forma segura não demonstrou qualquer receio neste sentido e disse que, “As campanhas ricas os empresários corruptos posteriormente ele te cobra, o político fica comprometido, que popularmente chamamos de rabo preso – A população já está cansado deste tipo de conchavos, os jeitinhos”.
Disse ainda que tantos apoios ao prefeito Vladimir Azevedo é uma luta desigual, do tipo Davi e Golias, mas que a politicagem vai prevalecer com as trocas de favores. No momento a prefeitura abriga uma série de cargos de confiança do prefeito que foram candidatos a vereadores não foram eleitos e foram convidados para integrar o governo.
Heloisa de forma implícita deu como exemplo o achaque da maquina pública com os cerca de 300 cargos de confiança existente no atual governo, se isto ocorre com um número bem menor de partidos que o apóiam. É fácil imaginar o que poderia acontecer com o ajuntamento de tantos apoio, com certeza vai aumentar e muito, já que existe a junção de 15 partidos, com vários vereadores e vários deputados. A vereadora disse que no seu governo vai fazer uma reforma administrativa, dizendo que logicamente os tais 300 servidores não estarão no seu governo, pois pretende valorizar o servidor de carreira.
Em uma de suas inúmeras criticas ao atual governo do prefeito Vladimir Azevedo, disse não admitir que um governante que não consegue tapar um buraco (Buracão da Paraná) possa gastar algo em torno de R$ 300 mil reais por mês em publicidade só para que os veículos de comunicação não falem mal dele.
Sobre a concessão do transporte público, fez pouco caso da lisura da licitação que escolheu, como sempre a TRANCID, já que antes quase toda população divinopolitana sabia qual seria o resultado, o que acabou se confirmando. Aproveitou para falar que pediu 3 CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que não deram em nada. Por que o resultado é sempre o que eles (o governo e os vereadores da base aliada) querem.
O tratamento do esgoto nas mãos da Copasa, passado pelo prefeito Vladimir Azevedo, ela disse não concordar e que a saída era a criação de uma empresa municipal para resolver o problema da despoluição do Rio Itapecerica.
Criticou veementemente a mudança de postura de Vladimir Azevedo, já que, quando vereador foi um ferrenho opositor que infernizou a administração do ex-prefeito Demetrius Arantes, com sua posição contrária. Heloisa disse não saber a razão da mudança de opinião do prefeito.
Cerri abordou o estelionato eleitoral do prefeito Vladimir Azevedo, ao explicar que dos R$ 27,7 milhões de reais que o município recebeu da COPASA, o chefe do executivo devolveu R$ 12 milhões como uma forma eleitoreira de segurar a cobrança da tarifa de esgoto para depois das eleições, a partir de março de 2013.
Abordando a área da saúde, a médica Heloisa Cerri concluiu que a solução das mazelas da saúde pública não só em Divinópolis, mas no Brasil, é a emenda 29, mas explicou que no município o que falta fundamentalmente para a melhoria da saúde da cidade, são projetos e deu um alarmante dado ao dizer que, o município de Governador Valadares teve 21 projetos aprovados pelo governo federal, a fundo perdido, para reforma de postos de saúde, enquanto Divinópolis só apresentou 2 projetos.
Criticou ainda o salário que a administração de Vladimir Azevedo está oferecendo na contratação de profissionais médicos (R$ 1.928 mil reais), dizendo que é muito pouco, por essa razão o município não consegue contratar. E, concluiu dizendo que o sistema de saúde da cidade está caótico, como nunca visto anteriormente. Finalizou o assunto lembrando que o valor que é gasto em publicidade poderia oferecer um melhor salário na contratação de médicos.
Lembrou que a administração de Vladimir Azevedo só não comprou o hospital Santa Mônica, pela oposição que ela e o vereador Edson Sousa, hoje seu candidato a vice-prefeito, fizeram na época, caso contrário Vladimir teria comprado o inadequado hospital. Contudo, disse não ser contra a construção do atual Hospital Público Regional, desde que o custeio vá direto para o governo do Estado a exemplo do que é feito no hospital público da cidade de Barbacena e Patos de Minas, em que os deputados daquelas regiões conseguiram sensibilizar o governador.
Cerri fez um alerta de que alguns candidatos em suas campanhas poderão dizer que eles (os candidatos) são a melhor opção, por pertencerem ao partido do governador, que fica mais fácil a gestão da saúde do município. “Se até agora não foi feito nada”, o que existe de fato é um pacto federativo que tanto o governo do estado quanto o federal tem que cumprir.
Continuando o assunto na entrevista, reafirmou sua posição de ser contra as Organizações Sociais serem gestoras do Hospital Público Regional e das UPA´s, “a obrigação é do nosso governador”, afirmou
Heloisa disse que a atual administração prometeu uma séria de obras que não vão ficar prontas e citou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Ponte Funda que foi inaugurada, sem ter sido terminada, “talvez eles tenham inaugurado somente o asfaltamento”.
Já com relação ao Centro Administrativo, lembrou que a prefeitura comprou o seu próprio terreno, doado pelo município no governo de Galileu Machado, que teve a doação renovada no governo de Demetrius Arantes e que depois da construção de um esqueleto, Vladimir Azevedo o comprou de volta, sem ver as condições da construção que está com a estrutura afundando.
A candidata a prefeita, finalizou dizendo que a prioridade da sua administração será a saúde, sem esquecer outras áreas e a despeito da junção de várias forças políticas da cidade estarem apoiando o atual prefeito, passou a mensagem que a população lhe basta e conclamou o povo a caminhar com ela.






