A primeira acusação, da qual a ministra não conseguiu se explicar e só conseguiu se safar porque a CPI dos Cartões acabou em pizza, dizia que Dilma Rousseff ordenou a confecção de um dossiê com as contas de Fernando Henrique Cardoso para chantagear os tucanos. Com a CPI dos Cartões nem mencionou o dossiê, o caso já está esquecido.
Já no caso de interferência da ministra na venda da Varig, o presidente Lula defende Dilma Rousseff com veemência. “Foi uma transação em que só a Justiça participou, e só a Justiça deliberou. Acho abominável, e a história haverá de fazer o julgamento das ilações que estão sendo feitas contra a ministra Dilma”, afirmou o presidente ao falar com jornalistas, em São Paulo, depois da abertura de uma feira de produtos e equipamentos de saúde.
Sem citar nomes, Lula disse que quem acusa a ministra não tem autoridade para fazê-lo. “As pessoas que estão fazendo ilações conta a ministra Dilma são pessoas que não têm sequer autoridade moral e ética de fazer ilações sobre ela”, afirmou Lula.
“O que estamos certos é que as pessoas que estão fazendo ilações, amanhã certamente estarão desmoralizadas porque percebem que não tem fundamento, e não têm a coragem de pedir desculpa”, acrescentou.
De acordo com o presidente Lula, o episódio faz parte do jogo político. “Isso faz parte do jogo político brasileiro. Tem gente que levanta e vai dormir todo dia torcendo para encontrar uma forma de prejudicar o governo”. O presidente disse que “não dá para perder a calma e a tranqüilidade com o episódio”.
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