Diante da negativa que Jobim deu para o Jornal Estado de São Paulo de que não se falou nada disso, Gilmar Mendes falou mentira para a Veja, a Revista acreditou e publicou, sem ouvir o ex-Presidente Lula, se ele teria feito realmente o escabroso pedido (cadê a máxima do jornalismo de ouvir a outra parte?). Ou, Gilmar não falou nada e a Revista Veja inventou a conversa, aí é mais grave ainda.
Gilmar Mendes, segundo informações de vários veículos, a grande mídia, tem relações bem próximas com o senador Demóstenes Torre que é amigão de Carlinhos Cachoeira, e o Ministro do STF teve um encontro com o senador na Alemanha, em Berlim.
A reportagem da Veja, publicada neste sábado, relata um encontro de Lula com Gilmar no escritório de advocacia de Jobim, em Brasília, no qual o ex-presidente teria dito que o julgamento em 2012 é “inconveniente” e oferecido ao ministro proteção na CPI, de maioria governista.
Olha o que diz Nelson Jobim: “O Lula fez uma visita para mim, o Gilmar estava lá. Não houve conversa sobre o mensalão”, negou Jobim, que disse que, na conversa em questão, foram tratadas apenas questões “genéricas”, “institucionais”. Ele também assegurou que em nenhum momento Gilmar e o ex-presidente estiveram sozinhos ou falaram na cozinha do escritório, como relatou a Veja. “Tomamos um café na minha sala. O tempo todo foi dentro da minha sala, o Lula saiu antes. Durante todo o tempo nós ficamos juntos”, assegurou. Questionado se o ministro do STF mentiu sobre a conversa, Jobim desconversou: “Não poderia emitir juízo sobre o que o Gilmar fez ou deixou de fazer”.
Na matéria do site 247 estão postados dezenas de comentários, mas um chama a atenção que é sobre a velocidade das informações: “Há alguns anos, as mentiras da Veja levavam um ano para serem desmascaradas. Com o aparecimento da Internet, duravam uma semana. Com o aparecimento das redes sociais, duram algumas horas”
Veja matéria do Estado de São Paulo desmentindo Veja
Jobim nega pressão de Lula sobre STF para adiar julgamento do mensalão
Ex-presidente teria se encontrado com Gilmar Mendes no escritório do ex-ministro da Defesa, segundo ‘Veja’
O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim negou hoje que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha pressionado o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a adiar o julgamento do mensalão, usando como moeda de troca a CPI do Cachoeira.
Reportagem da revista Veja publicada neste sábado relata um encontro de Lula com Gilmar no escritório de advocacia de Jobim, em Brasília, no qual o ex-presidente teria dito que o julgamento em 2012 é “inconveniente” e oferecido ao ministro proteção na CPI, de maioria governista. Gilmar tem relações estreitas com o senador Demóstenes Torres (sem partido, GO), acusado de envolvimento com a quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
“O quê? De forma nenhuma, não se falou nada disso”, reagiu Jobim, questionado pelo Estado. “O Lula fez uma visita para mim, o Gilmar estava lá. Não houve conversa sobre o mensalão”, reiterou.
Segundo a revista, Gilmar confirmou o teor dos diálogos e se disse “perplexo” com as “insinuações” do ex-presidente. Lula teria perguntado a ele sobre uma viagem a Berlim, aludindo a boatos sobre um encontro do ministro do STF com Demóstenes da capital alemã, supostamente pago por Cachoeira.
Ele teria manifestado preocupação com o ministro Ricardo Lewandowski, que deve encerrar o voto revisor do mensalão em junho; e adiantado que acionaria o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Sepúlveda Pertence, ligado à ministra do STF Carmen Lúcia, para que ala apoiasse a estratégia de adiar o julgamento para 2013.
Jobim disse, sem entrar em detalhes, que na conversa foram tratadas apenas questões “genéricas”, “institucionais”. E que em nenhum momento Gilmar e o ex-presidente estiveram sozinhos ou falaram na cozinha do escritório, como relatou Veja. “Tomamos um café na minha sala. O tempo todo foi dentro da minha sala, o Lula saiu antes, durante todo o tempo nós ficamos juntos”, assegurou.
Questionado se o ministro do STF mentiu sobre a conversa, Jobim respondeu: “Não poderia emitir juízo sobre o que o Gilmar fez ou deixou de fazer”.
Procurado pelo Estado, Pertence negou ter sido acionado para que intercedesse junto a Carmen Lúcia: “Não fui procurado e não creio que o ex-presidente Lula pretendesse falar alguma coisa comigo a esse respeito”.
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