Dilma Rousseff poderá ser convocada pelo Senado para dar explicações sobre venda da Varig

Publicado por: suporte

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) considerou muito graves as afirmações de Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, teria agido para favorecer investidores na negociação e venda da Varig e da Variglog. As declarações de Denise Abreu foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, em edição desta quarta-feira (4). Para o senador, a situação requer grande investigação "e pode ser caso de CPI (comissão parlamentar de inquérito), pois fato determinado existe".

“É um escândalo que envolve diretamente a senhora Dilma Rousseff, sua assessora e braço direito, Erenice Guerra, chegando supostamente ao suborno a um juiz de Direito, à configuração de empresas fantasmas, à troca de um procurador-geral da Fazenda Nacional e à utilização de um compadre do presidente da República, que é advogado. Tudo teria sido feito para montar um esquema fraudulento para comprar uma parte boa da Varig, deixando a parte podre para ser ressarcida em esquema bilionário de indenizações que a União deveria fazer”, afirmou Demóstenes.
 
Para o senador, as denúncias são relevantes por terem sido feitas pela "principal figura da Anac" à época do processo de venda da Varig. Demóstenes classificou as revelações de Denise Abreu como "escandalosas".
 
“Tem todos os ingredientes para se tornar uma investigação grandiosa, que pode explodir dentro do Palácio do Planalto”, avaliou, considerando "muito grave" a situação da ministra da Casa Civil.
 
Demóstenes defendeu que Denise Abreu seja chamada "imediatamente" a prestar esclarecimentos aos senadores. Se confirmadas as denúncias da ex-diretora, completou, a ministra "tem que vir ao Senado e, aí, em situação muito mais delicada do que no caso do dossiê", comentou, referindo-se à vinda de Dilma Rousseff ao Senado para falar sobre obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o suposto dossiê sobre gastos com cartões corporativos do governo Fernando Henrique Cardoso.
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