Um esquema de emissão ilegal de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) desbaratado após uma operação conjunta realizada nesta terça-feira envolve a participação de ao menos 17 auto-escolas e uma Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) no Estado de São Paulo. Os nomes das auto-escolas suspeitas não foram divulgados.
A ação foi realizada para cumprir 21 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão. A operação envolveu cerca de 200 agentes da Polícia Rodoviária Federal, 20 promotores de Justiça ligados ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) e integrantes da Corregedoria de Polícia Civil de São Paulo.
Informações preliminares apontam que foram apreendidas carteiras em vias de serem emitidas e documentos internos das auto-escolas comprovando as fraudes. Ao menos um integrante do Ciretran do município de Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo) foi detido na ação. Foram também visitadas clínicas médicas onde os exames eram realizados. Entre os detidos estão donos de auto-escolas, investigadores, delegados e profissionais da área de saúde.
Além de Ferraz de Vasconcelos e São Paulo, a ação ocorreu em ao menos outros cinco municípios da região metropolitana: Guarulhos, Barueri, São Bernardo do Campo, Diadema e Poá. As investigações apontam que a quadrilha fraudava o processo de obtenção de CNHs e remetia os documentos a Estados do Centro-Oeste e Sudeste do país.
BLOQUEIO – No final da tarde, a Polícia Federal informou que cerca de 40 mil carteiras de habilitação foram bloqueadas pelo Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) durante as investigações que resultaram na operação Carta Branca, para desbaratar uma quadrilha acusada de emitir carteiras falsas para pelo menos sete Estados da União.
As carteiras eram negociadas a R$ 2 mil. As pessoas que compraram o documento terão a carteira de habilitação apreendida e podem responder por uso de documento falso.
DIVINÓPOLIS – A Polícia informou que entre os documentos emitidos ilegalmente e que estavam para ser entregues, vários se destinavam para Divinópolis. Ainda segundo a Polícia, Divinópolis tem sido um roteiro permanente na venda de carteiras emitidas ilegalmente no Estado de São Paulo e a procedência é quase sempre a cidade de Ferraz de Vasconcelos.
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