Uma mulher de 30 anos foi morta a facadas na manhã de segunda-feira (19), em Carmo da Mata, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. Rafaela Gonçalves Vaz dos Santos foi atacada dentro de casa, e a filha adolescente presenciou as agressões e tentou impedir o crime usando uma cadeira, mas não conseguiu evitar o desfecho. O principal suspeito é o ex-marido da vítima, identificado como Ualace Oliveira.
De acordo com informações da Polícia Militar, Rafaela foi socorrida e encaminhada à Santa Casa da Misericórdia, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
O caso é investigado pela Polícia Civil, e o suspeito ainda não havia sido localizado até a atualização divulgada na manhã desta terça-feira (20).
Filha tentou interromper as agressões
O relato policial aponta que a adolescente presenciou o ataque contra a mãe e tentou intervir para interromper as agressões. Para isso, utilizou uma cadeira, mas não conseguiu impedir que a mulher fosse ferida.
O episódio evidencia a violência vivida pela família e o impacto que crimes dessa natureza provocam sobre crianças e adolescentes que presenciam agressões dentro do ambiente doméstico.
Manchas de sangue foram encontradas em frente à residência
Conforme o registro da ocorrência, foram encontradas manchas de sangue na rua, em frente à residência onde aconteceu o crime. A suspeita é de que Rafaela tenha tentado sair do imóvel para buscar ajuda depois de ser agredida.
Uma testemunha relatou ter visto um homem caminhando em direção a um conjunto de casas populares em construção nas proximidades do local. Segundo o depoimento, ele vestia um moletom claro com manchas de sangue e uma bermuda, além de carregar uma faca de cabo preto.
As informações foram incluídas no registro policial e podem contribuir para o trabalho de localização do suspeito e esclarecimento das circunstâncias do crime.
Polícia Civil investiga o caso
O ex-marido da vítima é apontado como principal suspeito, mas ainda não havia sido preso até a última atualização da ocorrência. A Polícia Civil conduz a investigação para esclarecer a dinâmica do ataque e reunir elementos que permitam a responsabilização do autor.
A confirmação da motivação do crime e de eventuais circunstâncias relacionadas ao histórico do casal depende do avanço das apurações.
O caso reforça a gravidade da violência contra a mulher e a importância de denunciar ameaças e agressões. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. Denúncias de violência contra a mulher também podem ser feitas pelo Ligue 180.






