Greve dos bancários afeta Caixa e Banco do Brasil em Divinópolis a partir de quinta (10)

Bancários das duas instituições rejeitaram propostas apresentadas nas negociações e aprovaram paralisação por tempo indeterminado; bancos orientam clientes a utilizarem canais digitais e alternativos

Publicado por: Redação Divinews
Bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em Divinópolis e região entram em greve a partir desta quinta-feira (10), por tempo indeterminado. A decisão ocorreu após assembleias que rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), encerrando uma rodada de 13 negociações sem acordo com a categoria.

Na Caixa Econômica Federal, 93,5% dos trabalhadores rejeitaram a oferta apresentada pelo banco. A greve foi aprovada por 68,2% dos votos, enquanto 28,5% defenderam a retomada das negociações sem a paralisação. No Banco do Brasil, a proposta também foi rejeitada pela maioria dos trabalhadores que participaram da votação. Ao todo, 81% dos votantes disseram não à oferta. A paralisação recebeu 47,1% dos votos, enquanto 43,9% foram favoráveis à continuidade das negociações sem greve. A decisão, portanto, atinge diretamente as duas principais instituições bancárias públicas com presença na região. A paralisação ocorre por tempo indeterminado, enquanto a categoria mantém a pressão por mudanças nas propostas apresentadas durante as negociações.


O que os bancários reivindicam no Banco do Brasil

Entre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores do Banco do Brasil estão questões relacionadas à remuneração, carreira, participação nos lucros e resultados, benefícios, saúde e condições de trabalho, a categoria reivindica um bônus de R$ 3 mil, condicionado ao cumprimento de indicador do banco, sem substituição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) ou do PDG. Também pede estudos para a revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR). Em relação à PLR, os trabalhadores defendem que o pagamento seja realizado em até 72 horas após a assinatura do acordo. Entre os benefícios reivindicados estão a ampliação da licença-paternidade de 20 para 35 dias e o reajuste do auxílio destinado a filhos com deficiência, de R$ 760,48 para R$ 874,55. Na área da saúde, a categoria cobra um adiantamento de R$ 360 milhões para a Cassi. Os trabalhadores também reivindicam valorização para funcionários das centrais de atendimento e aumento da indenização em casos de morte decorrente de assalto, a pauta inclui ainda abono em 31 de dezembro de 2026 e aplicação dos reajustes previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da Fenaban. Segundo o sindicato, a proposta apresentada pelo Banco do Brasil é insuficiente diante da capacidade econômica da instituição e das reivindicações apresentadas pela categoria.

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Saúde Caixa está entre os principais pontos de conflito

Na Caixa Econômica Federal, um dos principais pontos de discordância envolve o Saúde Caixa. De acordo com o sindicato, o plano apresenta déficit e os trabalhadores defendem maior participação do banco no custeio, além de mudanças na gestão, a  proposta apresentada prevê reajuste pelo INPC acrescido de 0,6% de aumento real em 2026 e 2027. O texto também prevê até dois deltas por mérito por ano e a criação de grupos de trabalho para discutir questões relacionadas à carreira e às condições de trabalho,  entre as medidas apresentadas estão ainda a possibilidade de conversão de até dez dias de férias em abono e o adiantamento financeiro durante afastamentos por motivos de saúde. As mudanças no Saúde Caixa, porém, estão entre os principais motivos apontados pelo sindicato para a rejeição da proposta. Pela oferta, a contribuição de aposentados e pensionistas passaria de 3,5% para 4,5% da remuneração. A cobrança por dependente também seria elevada, passando de R$ 480 para R$ 660. Já o teto de contribuição familiar subiria de 7% para 9%.

A paralisação não se estende aos bancos privados. Nesses casos, 67,3% dos trabalhadores aprovaram a proposta apresentada pela Febraban, enquanto 29,6% votaram contra. Com isso, a greve prevista para começar nesta quinta-feira (10) envolve os trabalhadores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, enquanto os funcionários dos bancos privados seguem fora da paralisação.

Bancos orientam clientes a utilizar canais digitais

Diante da greve, o Banco do Brasil informou que os clientes podem recorrer a canais alternativos para realizar serviços bancários. Entre as opções estão o aplicativo, Internet Banking, correspondentes bancários e a Central de Relacionamento, pelos números 4001-0001 e 0800 729 0001. O banco também disponibiliza atendimento pelo WhatsApp, no número 4001-0001. Em nota, o Banco do Brasil afirmou que “o desdobramento das assembleias seguirá em discussão pelo setor, evidenciando o diálogo e transparência do processo”.

A Caixa Econômica Federal informou que mantém o diálogo com as entidades representantes dos empregados e que está empenhada em encontrar uma solução para a renovação dos acordos coletivos. A instituição também reiterou que a greve começa nesta quinta-feira (10). A paralisação, por tempo indeterminado, deve alterar a rotina de atendimento presencial nas unidades da Caixa e do Banco do Brasil em Divinópolis e região, enquanto clientes podem recorrer aos canais alternativos disponibilizados pelas instituições.

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Nota de transparência: Esta matéria contou com o auxílio de Inteligência Artificial na organização e estruturação do conteúdo, sob orientação e revisão editorial do Divinews.

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