As articulações para a formação das chapas ao Governo de Minas Gerais continuam movimentando os bastidores da política estadual. Em entrevista ao Divinews, após o término da convenção do PL, nesta última segunda (27), o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, afirmou que as negociações entre PL e Republicanos ainda enfrentam dificuldades, atribuiu o impasse a fatores partidários e pessoais e disse que poderá conversar sobre uma eventual participação em uma chapa majoritária caso seja convidado. Segundo ele, sua prioridade é contribuir para um projeto político voltado à recuperação do Estado, e não necessariamente disputar um cargo eletivo. Medioli avalia que a direita poderia ter dois candidatos no 1º turno, e alinhamento no 2º turno.
De acordo com Medioli, o cenário começou a se tornar mais complexo após mudanças nas articulações envolvendo a composição da chapa. Segundo ele, a possibilidade de uma candidatura conjunta perdeu força quando surgiram divergências sobre a formação da majoritária, provocando um impasse entre Republicanos e PL.
“O processo vem se arrastando há algum tempo”, afirmou, acrescentando que, diante da indefinição, as negociações passaram a ocorrer diretamente entre as executivas estadual e nacional do Partido Liberal para tentar construir uma coligação.
Republicanos sofre pressões, avalia Medioli
Na avaliação do ex-prefeito, o Republicanos enfrenta pressões externas que dificultam um entendimento imediato com o PL. Embora considere que as duas legendas compartilham posições semelhantes no campo da direita, ele acredita que fatores políticos e pessoais têm impedido o avanço das negociações.
Medioli afirmou que, diante desse cenário, uma alternativa seria a formação de duas chapas distintas, cada uma representando seu partido, sem romper o diálogo entre as legendas. Segundo ele, as candidaturas poderiam caminhar paralelamente durante a campanha e, posteriormente, convergir politicamente, caso necessário.
Possível participação na chapa
Questionado sobre a possibilidade de integrar uma chapa majoritária, Medioli respondeu que conversará caso seja chamado.
“Se eu for chamado, nós conversaremos”, afirmou.
Ao mesmo tempo, ressaltou que não trabalha por um projeto pessoal e que sua eventual participação dependerá exclusivamente da necessidade do partido.
“Eu não estou à disposição para ser candidato apenas para preencher uma chapa majoritária. Se não for para isso, vamos ver o que vai ser. Posso ser até nada”, declarou.
Projeto para Minas Gerais
Na entrevista, Vittorio Medioli afirmou que sua motivação está ligada à construção de um projeto para Minas Gerais e não à ocupação de cargos públicos.
Segundo ele, o Estado enfrenta dificuldades históricas nas áreas fiscal, de infraestrutura, saúde e educação, exigindo uma gestão capaz de reorganizar as contas públicas e promover desenvolvimento.
Ao citar sua experiência como prefeito de Betim, Medioli lembrou que assumiu o município em uma situação considerada crítica e afirmou ter conseguido recuperar a cidade por meio de planejamento, gestão e união política.
Para ele, Minas Gerais precisa de uma liderança preparada, com capacidade técnica, experiência administrativa e habilidade para unir diferentes setores da sociedade em torno de um projeto comum.
Negociações seguem abertas
As declarações reforçam que as definições envolvendo a direita mineira permanecem em construção. Enquanto Republicanos e PL discutem a melhor estratégia para as eleições de outubro, diferentes cenários seguem sendo analisados, incluindo a formação de uma chapa única ou até mesmo candidaturas paralelas, mantendo aberta a possibilidade de futura convergência política entre os partidos.






