É assim que começa a nascer a corrupção neste país, principalmente no âmbito dos municípios. Somente a grande mídia, as TV´s Globo da vida, e agora também a TV Record, em um proporção menor, porque precisa crescer para alcançar a Globo, e depende da verba federal, assim como a Globo precisou na época da ditadura militar, quando se deu o seu maior crescimento. Os jornais de alcance nacional, como a Folha de São Paulo, o Estadão e o Globo, podem se dar ao “luxo” de denunciar e continuar a receber as verbas governamentais, claro que uns mais outros menos.
Já nos mais de cinco mil municípios do Brasil, impera a subserviência, e é onde está o “varejinho” da corrupção que se for somado, dá uma “bela” de uma “corrupçãozona”, que os escândalos até então conhecido nacionalmente, como exemplo, o mais recente do PR, vai parecer coisa de neném.
Mas, de quem é a culpa? Infelizmente dos próprios empresários. Os honestos pagam pelos desonestos. Não conseguem ganhar uma licitação, federal, estadual e municipal, tem uns que nem sequer tentam. Porque sabem que é tudo jogo de carta marcada. É combinado entre as próprias empresas. Vide matéria da Revista Veja. É uma fila, uma determinada obra vai para a empresa A, que está na fila, na hora dela. A outra obra vai para a B, e por aí segue a banda da corrupção.
Uma coisa é preciso ser aprendido e sempre lembrado. Quem é corrupto não se declara corrupto e nem tem cara de corrupto. Todos têm cara de bonzinhos, de bons moços. Ninguém estampa na testa “Eu sou bandido” ou “Eu sou corrupto” ou ainda, exagerando, vestem uma camisa com os dizeres “Eu sou assaltante deste país”. A camisa pode até existir, mas, mal comparando, é igual ao dos jogadores quando fazem um gol, levantam e mostram a debaixo, estampam com as homenagens. No caso do corrupto, a camiseta fica por baixo do terno. Só a noite na hora que eles vão dormir, quando tiram as indumentárias de bons mocinhos, é que se lembram, vagamente é verdade, que são corruptos, mas aí, o lexotan já começou fazer efeito e caem no sono.






