Clínica para dependentes químicos é interditada após graves denúncias

Fiscalização realizada dia (26/5) encontrou irregularidades sanitárias, falta de documentação e medicamentos sem receituário em unidade que funcionava no bairro Lagoa do Fundão

Publicado por: Cristiane Ferreira

Uma clínica de reabilitação para dependentes químicos foi interditada pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária em Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, após uma fiscalização realizada no último dia (26) . A operação ocorreu no bairro Lagoa do Fundão e foi motivada por denúncias de que o estabelecimento estaria funcionando de forma clandestina e sem cumprir exigências legais e sanitárias.

Durante a ação, os fiscais e investigadores constataram uma série de irregularidades consideradas graves, entre elas a ausência da documentação necessária para funcionamento da clínica e a existência de medicamentos armazenados sem os receituários exigidos pela legislação.

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Segundo a Polícia Civil, a proprietária do estabelecimento não foi localizada durante a fiscalização. O nome da clínica também não foi divulgado pelas autoridades.

Internas foram retiradas da unidade

No momento da interdição, seis mulheres estavam internadas na clínica. Conforme informado pelas autoridades, duas delas auxiliavam voluntariamente na administração do local, prática considerada irregular e proibida nesse tipo de instituição.

Diante da situação encontrada, o serviço de assistência social da Prefeitura de Formiga foi acionado para prestar apoio às pacientes. As internas foram encaminhadas de volta às famílias, enquanto os órgãos responsáveis adotaram as medidas necessárias em relação ao funcionamento da unidade.

Irregularidades levantam alerta sobre fiscalização

A interdição reacende o debate sobre o funcionamento de clínicas terapêuticas e comunidades de recuperação para dependentes químicos em Minas Gerais. Nos últimos anos, operações semelhantes têm identificado estabelecimentos funcionando sem autorização adequada, com problemas estruturais, ausência de profissionais habilitados e até denúncias de maus-tratos.

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Segundo os órgãos de fiscalização, instituições desse tipo precisam seguir uma série de exigências sanitárias, administrativas e técnicas para garantir segurança, acompanhamento adequado e dignidade aos pacientes em tratamento.

Entre as obrigações estão alvarás atualizados, regularização sanitária, controle correto de medicamentos, presença de equipe técnica especializada e respeito às normas de atendimento.

Casos semelhantes já ocorreram na região

A situação registrada em Formiga se soma a outras ocorrências recentes envolvendo comunidades terapêuticas e clínicas de recuperação no Centro-Oeste mineiro. Em casos anteriores, estabelecimentos foram interditados por atendimento irregular a pessoas com deficiência, problemas sanitários e denúncias relacionadas a maus-tratos.

Apesar da importância dessas instituições no apoio ao tratamento da dependência química, autoridades reforçam que o funcionamento irregular pode colocar em risco a saúde física e emocional dos internos.

Investigação pode ter desdobramentos

A Polícia Civil deverá continuar apurando o caso para identificar responsabilidades e verificar possíveis infrações administrativas e criminais relacionadas ao funcionamento da clínica.

As investigações também devem analisar as condições em que as pacientes eram mantidas, a origem dos medicamentos encontrados e se havia outras irregularidades no local.

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