Uma tragédia envolvendo uma criança de apenas 4 anos chocou moradores de Resplendor, no Vale do Rio Doce, na madrugada deste sábado (9). A menina morreu após sofrer um suposto acidente doméstico enquanto estava sozinha em casa com os irmãos menores. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, a mãe e o padrasto haviam saído para um bar e deixado as crianças sem a presença de um adulto responsável.
O caso veio à tona após a criança dar entrada já sem sinais vitais no hospital do município. Funcionários da unidade acionaram a polícia diante das circunstâncias consideradas suspeitas e relataram que a menina possivelmente teria broncoaspirado o próprio vômito situação em que o conteúdo é aspirado para os pulmões, podendo provocar asfixia e morte rápida sem atendimento imediato.
Crianças teriam ficado sozinhas durante a madrugada
De acordo com o boletim de ocorrência, além da menina de 4 anos, também estavam na residência um adolescente de 12 anos, uma criança de 6 anos e um bebê de apenas 6 meses.
Segundo as investigações iniciais, o casal teria deixado os filhos sob os cuidados do menino mais velho enquanto saía de casa durante a madrugada.
A Polícia Militar informou que a mãe e o padrasto tentaram apresentar uma versão de que uma babá estaria responsável pelas crianças naquele momento. No entanto, a mulher citada pelo casal negou a informação aos militares.
O próprio adolescente de 12 anos também confirmou aos policiais que não havia nenhum adulto na residência quando a irmã passou mal.
Menina chegou sem vida ao hospital
Funcionários do hospital relataram que a criança já chegou sem sinais vitais à unidade de saúde. Equipes médicas ainda tentaram procedimentos de emergência, mas o óbito foi confirmado pouco depois.
A suspeita inicial é de que a menina tenha passado mal durante a madrugada e não recebido socorro a tempo, o que pode ter agravado drasticamente o quadro.
O corpo foi encaminhado para exames no Instituto Médico Legal (IML), que deverá apontar oficialmente a causa da morte.
Polícia investiga possível negligência
O caso passou a ser tratado também como possível situação de negligência e abandono de incapaz. A Polícia Civil deverá ouvir familiares, vizinhos, profissionais de saúde e outras testemunhas para esclarecer a dinâmica da ocorrência.






