A Polícia Federal prendeu, na quinta-feira (16), o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, durante uma nova fase da Operação Compliance Zero. A ação amplia as investigações sobre possíveis irregularidades na gestão da instituição financeira e reforça suspeitas de crimes de grande impacto.
A operação cumpre sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, com foco em apurar práticas que podem envolver corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes financeiros.
Suspeitas envolvem negócios sem lastro
De acordo com as investigações, Paulo Henrique Costa é suspeito de não seguir práticas adequadas de governança dentro do Banco de Brasília (BRB). A Polícia Federal aponta que ele teria permitido a realização de negócios considerados de alto risco e sem lastro financeiro, especialmente em operações envolvendo o banco Master.
Esse tipo de irregularidade levanta alertas sobre possíveis prejuízos e sobre a utilização indevida da estrutura do banco para operações fora dos padrões exigidos pelo sistema financeiro.
Afastamento e demissão já haviam ocorrido
A prisão nesta nova fase ocorre meses após o ex-presidente já ter sido afastado do cargo por decisão judicial. Na época, ele também foi demitido pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, após o avanço das investigações.
As medidas anteriores indicavam que o caso já era tratado como grave pelas autoridades, o que agora se confirma com o aprofundamento da operação.
Investigação mira estrutura mais ampla
A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que as irregularidades não sejam isoladas. A apuração busca identificar se havia uma estrutura organizada para viabilizar as operações investigadas, o que pode configurar organização criminosa.
Além disso, os investigadores analisam movimentações financeiras e possíveis mecanismos de ocultação de valores, o que pode reforçar as suspeitas de lavagem de dinheiro.
Relembre o caso
A Operação Compliance Zero teve sua primeira fase deflagrada anteriormente, quando surgiram indícios de falhas graves na gestão e no controle interno do Banco de Brasília (BRB).
Na ocasião, as investigações já apontavam para possíveis irregularidades em contratos e operações financeiras, além de decisões que não seguiam critérios técnicos exigidos pelo setor bancário.
Com o avanço das apurações, novas evidências teriam surgido, o que motivou a atual fase da operação e resultou na prisão do ex-presidente.
Impacto e próximos passos
O caso ganha relevância por envolver uma instituição financeira pública e por levantar questionamentos sobre governança e transparência.
A expectativa agora é que a Polícia Federal avance na análise dos materiais apreendidos e aprofunde a investigação sobre o alcance das irregularidades.
Paulo Henrique Costa poderá responder por crimes graves, e o caso segue em andamento.






