Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço da gasolina; diesel não terá alteração

Novo valor do combustível passa a valer a partir de terça-feira (27) e deve aliviar pressão sobre a inflação, mas preço nas bombas ainda depende de outros fatores

Publicado por: Cassia Misael

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26/01) uma redução de 5,2% no preço da gasolina vendida às distribuidoras, medida que passa a valer a partir desta terça-feira (27/01). Com isso, o preço médio do combustível vendido pela estatal será de R$ 2,57 por litro, uma queda de R$ 0,14 em relação ao valor anterior.

A última alteração significativa no preço da gasolina havia ocorrido em 21 de outubro de 2025, quando o valor caiu 4,9%, mostrando que a Petrobras mantém uma política de reajustes periódicos, alinhada às variações do mercado internacional e à gestão de estoques.

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Impacto na inflação e no consumidor

O movimento da Petrobras deve representar algum alívio na inflação oficial, especialmente no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), já que a gasolina é um dos produtos com maior peso no cálculo do indicador. Contudo, especialistas alertam que o preço final nas bombas pode variar de acordo com outros fatores, como frete, mistura com etanol, impostos estaduais e municipais, além da margem de lucro dos postos.

No caso de Belo Horizonte, por exemplo, a gasolina já apresenta 30% de mistura com etanol, o que pode influenciar a redução percebida pelo consumidor final. Ainda assim, a medida deve ser bem-vinda pelos motoristas, sobretudo em um momento em que os preços de combustíveis pressionam o orçamento das famílias.

Diesel permanece estável

A Petrobras informou que o preço do diesel vendido às distribuidoras não sofrerá alteração. Apesar disso, a estatal lembra que, desde dezembro de 2022, o preço do óleo combustível vendido às distribuidoras acumula redução de 36,3%, considerando a inflação do período.

Essa decisão evidencia que o governo e a Petrobras têm buscado manter equilíbrio entre competitividade internacional, pressão inflacionária e sustentabilidade do setor energético, ao mesmo tempo em que tentam não impactar os preços para consumidores que dependem do diesel, como transporte de cargas e serviços essenciais.

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