No bom português, e popularmente falando, fugindo totalmente a qualquer linha editorial de jornalismo, atuando mesmo com um pasquim. Afirmamos que: “esse santo quer reza”. Então que alguém reze, e não o deixe à míngua, dependendo somente das benesses do outro lado.
Como bem disse o presidente da Casa Legislativa, vereador Paulo César e outros vereadores, “Quantidade não é qualidade”. O trabalho do vereador não se restringe somente a criar Leis e votar, é muito mais amplo, do que supõe a vã filosofia de alguns.
| As reuniões ordinárias da Câmara Municipal de Divinópolis têm terminado mais cedo. Apesar das 34 proposições em tramitação na Casa e da variedade de matérias que entram e saem da ordem do dia, em um mês apenas quatro projetos foram aprovados.
Os prazos mínimo e máximo para adiamento das votações são de sete a 60 dias. Nas últimas seis reuniões, 26 matérias entraram em pauta e apenas os projetos de lei CM/019, CM/017, EM/033 e EM/06 de 2011 foram aprovados. Uma reunião foi cancelada devido à morte do ex-vice-presidente José Alencar. Durante a reunião ordinária, realizada ontem, apenas o projeto de lei EM-011/2011 entrou na pauta para votações e o mesmo recebeu sobrestamento de 60 dias, a pedido do vereador Edson Sousa (suspenso do partido). A proposição, de autoria do Executivo, fazia a reversão dos imóveis doados à Empresa Brasil Supri Suprimentos de Informática Ltda, através da Lei nº 6.818. Dúvidas quanto ao teor e a legalidade da matéria surgiram em Plenário. Algumas matérias ficam mais de um ano em tramitação na Casa, como o ‘Ficha Limpa’, que entrou e saiu da ordem do dia diversas vezes e esteve sob apreciação por sete meses. O projeto de lei CM-172, que denomina ‘José Antônio Esteves’ a praça localizada ao redor da Capela de Nossa Senhora das Dores, na comunidade de Djalma Dutra, está em tramitação desde 09 de dezembro de 2009. O projeto foi retirado da Ordem do Dia por tempo indeterminado, até que o governo apresente à Câmara documento comprobatório de que o imóvel é do município. Segundo o presidente da Câmara, pastor Paulo César (PRB), o fato de os parlamentares analisarem as propostas em plenário e solicitarem adiamento das votações resulta da falta de tempo para que as matérias sejam analisadas mais a fundo. Continua depois da publicidade – Por exemplo, o parecer demanda estudo não só do corpo jurídico da casa, mas das comissões. Isso requer tempo e esforço. Nós trabalhamos 24 horas por dia, somos chamados a verificar reclamações no Pronto Socorro e para diversas reuniões. O tempo é curto para que em sete, às vezes, sessenta dias o vereador possa se debruçar e abra mão de outros compromissos e de uma agenda já cheia para estudar – explica. Questionado se isso não prejudicaria a matéria, o presidente afirmou que não vê o fato como um problema. – Depende da visão. Como exemplo, em 2009 o congresso americano aprovou quatro projetos. O trabalho do vereador não é somente apresentar projetos para que se tornem leis, mas fiscalizar e ajudar a administrar a cidade. Mesmo que ficássemos só por conta de analisar as proposições e deixássemos os outros trabalhos, para os quais somos chamados, como as demandas nos bairros, associações, comissões com certeza ainda não teríamos tempo para analisar e estudar bem as proposições – concluiu.
|




