A conta de luz dos brasileiros passará por uma mudança importante a partir de 2026. Desde a primeira semana de janeiro, a Cemig começou a adotar um novo número de identificação das unidades consumidoras, seguindo uma determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) válida para todas as distribuidoras do país.
O tradicional número de instalação, utilizado há décadas e geralmente iniciado pelo dígito 3, será substituído por um identificador nacional padronizado, composto por 15 dígitos. Esse novo código passa a ser o número oficial do consumidor, presente nas faturas de energia, nos protocolos de atendimento, em registros de ocorrências e em todos os documentos das concessionárias.
O que muda para o consumidor
Na prática, a mudança altera apenas a forma de identificação do imóvel junto à distribuidora. O novo código tem como objetivo unificar e modernizar os sistemas do setor elétrico, facilitando a troca de informações entre empresas, órgãos reguladores e consumidores em todo o Brasil.
Os clientes começarão a visualizar o novo número gradualmente nas contas de luz e nos canais de atendimento ao longo de janeiro de 2026. Em casos de contato com a concessionária — como solicitações de serviços, falta de energia ou atualizações cadastrais — o código de 15 dígitos passará a ser a principal referência.
Valor da conta não muda
A Cemig reforça que a alteração não impacta o valor da fatura, nem muda a forma de cálculo do consumo de energia elétrica. O fornecimento segue normalmente, e o novo identificador não interfere em tarifas, bandeiras ou impostos.
Ou seja, o consumidor não pagará mais nem menos por causa da mudança. A diferença está apenas na padronização do número utilizado para identificação da unidade consumidora.
Modernização do setor elétrico
Segundo a Aneel, a padronização nacional traz mais segurança, eficiência e transparência ao sistema elétrico brasileiro. Com um único formato de identificação para todos os imóveis atendidos por distribuidoras, o setor avança na digitalização de processos e na integração entre sistemas.
A expectativa é que o novo modelo facilite atendimentos, reduza erros cadastrais e torne mais ágil a gestão de informações em situações como interrupções no fornecimento, manutenções e fiscalizações.






