Alvimar e Mariella Mourão, filhos do empresário Dinho Mourão, e Mayrink Pinto de Aguiar, marido de Mariella, estiveram na tarde desta quarta-feira (23) no gabinete do deputado Durval Ângelo (PT), Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, acompanhados pelo deputado João Leite, Presidente da Comissão de Segurança Pública, foram levar cópias do processo e do inquérito policial que apura a morte de Dinho Mourão. E, relatar pessoalmente as inconsistências e as irregularidades cometidas pelo delegado de Policia Civil, Leonardo Pio, que preside o inquérito.
Durval Ângelo (PT), ainda no plenário, antes da reunião com os familiares, disse ao Divinews que erros em inquéritos e investigações policiais, levam a população a não acreditar nas Instituições, o que é muito perigoso para a democracia e o estado de direito e o pior amplia o ciclo de impunidade.
O deputado em entrevista para a TV Candidés e o Divinews, afirmou que ficou evidente que foram cometidos erros grosseiros no inquérito, e que isto não é uma boa noticia para a sociedade, porque outros casos semelhantes já ocorreram. Durval continuou dizendo que o sistema de defesa da sociedade não funcionou que se esperava que funcionasse.
“Nós gostaríamos que o réu denunciado como autor da morte de Dinho Mourão tivesse na Defensoria Pública o apoio fundamental, decisivo – A Defensoria não cumpriu o seu papel e mais do que isto, a gente espera que, ao fazer uma denuncia para privar alguém da liberdade, que é um bem maior que o ser humano pode ter e para acusar alguém de ter cometido um homicídio, que o Ministério Público tivesse um zelo e uma atenção maior – Isto mostra também o erro do Ministério Público de não ter tido este zelo – Mas acho que o judiciário tem atuado bem no caso, tanto o Tribunal de Justiça como o Juiz local, mesmo com seus erros de diligencia, está fazendo aquilo que o defensor deveria fazer e cobrar e que o MP deveria determinar que é ele em última instancia o responsável pelo inquérito policial”, disse o deputado estadual.
Perguntado pela repórter da TV Candidés que providências seriam tomadas, o Presidente da Comissão respondeu: “O problema foi trazido pelo deputado João Leite que foi procurado por pessoas de Divinópolis que identificaram esses erros grosseiros no inquérito – Nós vamos ainda esta semana, realizar uma audiência em conjunto, da Comissão de Segurança Pública, presidida pelo deputado João Leite e da Comissão de Direitos Humanos, presidida por nós – Vamos ouvir pessoas envolvidas no caso – Vamos trazer a Ouvidoria de Policia que precisa saber deste caso – Vamos trazer também a Defensoria Pública e a Corregedoria, tanto da Policia Civil quanto da Corregedoria da Defensoria Pública – Vamos trazer, de alguma forma, pessoas que poderiam atuar na complementação das diligencias pedidas pelo Juiz – Nós entendemos que hoje, essas diligencias não podem, mas não podem mesmo serem feitas pelo delegado que preside o inquérito ou pela policia local, para não gerar um espirito de corpo – A priori não é um pré-julgamento que estou fazendo. Estou querendo com isto preservar a policia local e da região, para que essas diligências se forem sérias, não sejam acusadas de negligentes e se não forem não prevaleça o espirito de corpo”, finalizou
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