Confusão no Mineirão vira caso de polícia e pode impedir recorde mundial de aulão de inteligência artificial

Pancadaria dentro e fora do estádio marcou evento do Governo de Minas em parceria com o Google, que reuniria milhares de alunos para aula histórica.

Publicado por: Cassia Misael

Um evento que deveria entrar para a história como o maior aulão de inteligência artificial do mundo terminou com cenas de pancadaria, correria e tumulto no Mineirão, nesta quarta-feira (19), na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. A atividade, promovida pelo Governo de Minas em parceria com o Google, tinha como meta quebrar o recorde mundial de Portugal, que reuniu quase 1.700 participantes. No entanto, a violência protagonizada por adolescentes acabou dominando a tarde e desviando o foco do que seria uma data simbólica para a educação mineira.

Novas imagens obtidas pela reportagem da Rádio Itatiaia mostram que a confusão começou nas arquibancadas e rapidamente se espalhou para as áreas externas. Alunos entre 14 e 16 anos trocaram agressões, com socos e chutes, já na esplanada do estádio. Em um dos vídeos, um segurança aparece tentando conter o confronto, que por instantes ficou completamente fora de controle.

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Segundo relatos de estudantes que acompanharam o evento desde o início, o conflito começou quando adolescentes que estavam na parte superior da arquibancada passaram a jogar garrafas e copos no setor inferior. Depois disso, a briga se tornou generalizada e o pânico tomou conta do local.

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) lamentou o episódio e afirmou repudiar qualquer forma de violência ou desrespeito. O órgão também informou que abrirá um processo interno para identificar os responsáveis pelas agressões, já que as imagens do Mineirão estão sendo analisadas e servirão de base para a investigação.

O governo destacou ainda que o aulão, mesmo com o tumulto, continuou após a retirada de parte dos alunos envolvidos. Estavam presentes o governador Romeu Zema, o secretário de Educação Rossieli Soares e demais lideranças do estado.

Em entrevista à Itatiaia, Rossieli Soares explicou que há indícios de que parte dos envolvidos pode ter ido ao Mineirão com a intenção de provocar desordem. Ele afirmou que a prioridade deixou de ser a tentativa de quebra do recorde mundial e passou a ser a segurança de todos os participantes.

“Não sabemos ainda. O Guinness é quem está fazendo a verificação agora, com a saída dos participantes. O aulão continuou depois que aqueles que quiseram sair deixaram o estádio e, obviamente, depois que pedimos a retirada de alguns por questão de segurança”, declarou o secretário.

O episódio, que deveria representar o avanço da educação e o protagonismo de Minas Gerais no uso de inteligência artificial dentro das escolas, termina agora como alvo de investigação e com uma mancha sobre o evento que buscava entrar para o Guinness Book como a maior aula de IA já registrada.

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