O vereador Vitor Costa (PT), denunciou uma sequência de fake news propagadas por lideranças políticas mineiras, como o secretário de Governo de Romeu Zema, Marcelo Aro, e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Segundo o parlamentar, além da disseminação de mentiras envolvendo o fechamento das APAEs e a suposta criação de uma BET estatal, ele também sofre perseguição política dentro da Câmara Municipal de Divinópolis, especialmente por parte de vereadores ligados à direita bolsonarista, de forma pontual quando em sessão anterior o vereador Walmir Ribeiro, “sem que nem por que” mandou o cinegrafista da Câmara exibir a cadeira de Vitor vazia.
Fake news sobre o fechamento das APAEs
Durante a entrevista, Vitor criticou com veemência as declarações de Marcelo Aro, que teria afirmado que o governo federal pretende encerrar as atividades das APAEs. Segundo o vereador, trata-se de mais uma narrativa falsa, semelhante às fake news sobre o fechamento de igrejas ou taxação do PIX durante a campanha eleitoral.
“Ele espalhou um boato sem fundamento. O decreto do governo federal é público e tem apenas duas páginas. Ele apenas padroniza a política de inclusão, sem retirar qualquer autonomia das APAEs. Mas a mentira corre mais rápido do que a verdade”, explicou.
Vitor ressaltou que a desinformação tem sido usada como arma política. “Infelizmente, essa estratégia da extrema direita busca confundir a população. A fala de Marcelo Aro foi irresponsável e causa pânico desnecessário em famílias que dependem das APAEs”, completou.
BET da Caixa: a polêmica criada por Cleitinho
O vereador também desmentiu as declarações do senador Cleitinho Azevedo, que afirmou que o governo Lula teria criado uma plataforma de apostas (BET) vinculada à Caixa Econômica Federal. De acordo com Vitor, a proposta partiu exclusivamente do presidente da Caixa, sem o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava em viagem internacional no momento.
“Lula desautorizou imediatamente a criação da BET. Mesmo assim, Cleitinho gravou vídeo em frente à Caixa de Divinópolis e tentou se promover com algo que ele mesmo inventou. É mais uma fake news com objetivo de palanque”, denunciou.
O parlamentar ainda ironizou a postura do senador:
“Quando o Senado teve a chance de debater seriamente o tema das bets, ele preferiu posar para selfie com influenciadores. Agora, tenta pegar carona em uma decisão que nem partiu do governo.”
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Perseguição política dentro da Câmara de Divinópolis
Além das fake news, Vitor Costa revelou estar sendo perseguido politicamente por parlamentares da direita local. Ele citou o caso do vereador Walmir Ribeiro (PL), que exibiu publicamente a cadeira vazia de Vitor em uma reunião ordinária, insinuando ausência injustificada, mesmo o petista estando em Brasília resolvendo demandas da cidade.
“Foi uma atitude desnecessária e desrespeitosa. Eu estava cumprindo compromisso oficial e mesmo assim virei alvo de chacota. Isso é perseguição política, pura e simples”, afirmou.
O vereador contou que teve o carro roubado na noite anterior à viagem, mas, mesmo assim, alugou outro veículo para não faltar à agenda em Brasília. “Eu cumpro minhas responsabilidades. Não uso a tribuna para atacar colegas, mas não admito que brinquem com minha reputação”, completou.
Entre convicções e resistência
No gabinete de Vitor, um totem de tamanho real do presidente Lula e uma parede pintada de vermelho simbolizam o orgulho de sua trajetória política. “Sou do PT e tenho orgulho disso. Aqui é o gabinete da esquerda, e muitos passam, fazem o sinal da cruz, mas também pedem para tirar foto com o presidente”, comentou, em tom bem-humorado.
Para o vereador, o momento político exige maturidade e foco nas pautas da cidade. “A direita quer palanque e lacração nas redes. Eu quero resultados para Divinópolis. Essa é a diferença entre quem faz política por vaidade e quem faz por convicção”, concluiu.
A entrevista de Vitor Costa expõe não apenas o impacto das fake news no debate político mineiro, mas também o ambiente polarizado que contamina até as câmaras municipais. As declarações contra Marcelo Aro e Cleitinho reforçam a crítica à desinformação institucional, enquanto o episódio de perseguição interna revela o embate entre ideologias dentro da política divinopolitana.






