O Rio de Janeiro amanheceu nesta terça-feira (28) em clima de guerra. Uma megaoperação das polícias Civil e Militar, batizada de Operação Contenção, transformou os Complexos da Penha e do Alemão em um verdadeiro campo de batalha. Criminosos ligados ao Comando Vermelho usaram drones para lançar granadas contra agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a força de elite da Polícia Civil.
Imagens divulgadas pelas forças de segurança mostram drones sobrevoando os becos e vielas das comunidades e arremessando explosivos sobre os policiais, uma tática de guerra inédita no enfrentamento ao crime no Rio. A ação, que reuniu cerca de 2.500 agentes, tinha como objetivo cumprir 100 mandados de prisão contra lideranças do Comando Vermelho, facção que domina o tráfico nas duas regiões.
O saldo parcial da operação até as 9h foi trágico: um policial civil morto, quatro suspeitos mortos, um delegado, um PM e três civis baleados. Além disso, 25 criminosos foram presos. As autoridades informaram que o uso de drones com bombas demonstra um novo nível de ousadia do crime organizado, exigindo estratégias ainda mais complexas para conter a escalada da violência.
Por causa da operação, 45 escolas municipais e cinco unidades de saúde tiveram o funcionamento suspenso. Linhas de ônibus precisaram ser desviadas e moradores relataram pânico e tiroteios intensos desde as primeiras horas da manhã.
O secretário de Polícia Civil, delegado Marcus Amim, afirmou que o objetivo é sufocar o poder das facções criminosas e garantir o restabelecimento da ordem. “Essa operação mostra que o Estado não recua diante do crime. A criminalidade se sofisticou, mas nós também estamos preparados para agir com firmeza”, declarou.
Enquanto isso, a população segue vivendo sob o medo. Moradores relatam nas redes sociais explosões, disparos de fuzil e movimentação intensa de blindados pelas ruas. O cenário é de tensão máxima em mais um dia em que o Rio revive os horrores de uma guerra urbana que parece não ter fim.






