A insegurança em áreas sensíveis de Divinópolis voltou a ganhar destaque na reunião da Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (ACASP) realizada nesta quarta-feira (1º). O encontro, sediado na ACID, reuniu autoridades e representantes da comunidade e revelou episódios preocupantes que envolvem desde assédio a estudantes da UFSJ até o uso do Cemitério do Centro como ponto de drogas.
O relato mais alarmante veio de uma universitária, que usou a tribuna para narrar a situação de outra jovem abordada por dois homens em um carro quando saía à noite da UEMG Segundo a denúncia, os suspeitos assediaram e tentaram perseguir a estudante, que só conseguiu se proteger ao entrar em um estabelecimento. A testemunha apontou a iluminação precária e a presença de lotes baldios como agravantes do risco de violência, cobrando providências imediatas.
Outro foco de polêmica foi o Cemitério do Centro, citado pelo vereador Wesley Jarbas. Ele afirmou que recebeu vários pedidos da população para reforço no policiamento do local, que vem sendo usado como ponto de consumo e descarte de drogas. Segundo o parlamentar, já foram encontrados pinos de cocaína, maconha e seringas, reforçando o clima de medo de quem passa pela região.
O representante da Polícia Militar, Capitão Celso, disse que o caso da UFSJ será repassado ao comando local para reforço de patrulhamento e orientou que registros de Boletim de Ocorrência sejam feitos em cada situação. Ele também prometeu compartilhar dicas de autoproteção com a comunidade acadêmica. Em relação ao cemitério, afirmou que a PM já realiza operações no local, mas que há limitações, já que a maior parte dos frequentadores são usuários e acabam migrando para outras áreas da cidade.
A reunião ainda abordou pautas como melhorias na Escola de Música Municipal, riscos no transporte de carga de carros elétricos e ataques de cães a ciclistas, mas o tom mais forte foi mesmo a cobrança por mais segurança e ações concretas contra o clima de violência urbana.





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