A sessão transcorria até com certa normalidade, mas é claro que, diante dos últimos acontecimentos envolvendo o vereador Edson Sousa, o PDT, a presidência da Casa, o 1º secretário, a diretoria de comunicação e o editorial de um jornal impresso da cidade, era previsível, sem muitas chances de erro, já que o vereador tinha dado “sinais” em diversas entrevistas nos meios de comunicação que sua reação seria o que se viu na tarde desta terça-feira (08).
Para quem não estava acompanhando o caso, leia as matérias relacionadas para um melhor entendimento do desfecho de hoje.
Edson questionou primeiramente que o comunicado tivesse sido lido, e lido durante sua ausência. Segundo o vereador, o presidente poderia ter esperado, para conversar antes com ele. Questionou a pressa da leitura do comunicado, dizendo que o documento foi protocolado às 13h13min e lido no mesmo dia, faltando apenas 44 minutos para o inicio da sessão. Disse ainda que uma correspondência para ser lida no expediente de um dia, tem que ser protocolado até as 18 horas do dia anterior à leitura.
O vereador encarou tal situação como uma humilhação proposital do presidente da Casa Legislativa, em “complô” com seus eternos desafetos, Domingos, Vladimir e Chiquinho.
Incisivamente perguntou ao presidente: Estou ou não estou cassado?”
“Qual foi o desejo do senhor ao fazer isto?”
“O senhor vai ter que me dar uma satisfação!”
“Eu gostaria que o senhor viesse e me desse uma satisfação”
“Eu tinha o senhor como um homem bom”
Paulo César, impassível e com o olhar fixo em direção ao vereador, até que o tempo regimental de 10 minutos terminasse, nada falou. E, ainda concedeu mais dois minutos de acréscimo que o Regimento Interno da Câmara permite.
Edson prosseguiu, falando da sua estima pelo pai de Paulo César, o falecido vereador e também presidente da Câmara, pastor Divino.
Disse que tudo não passa de uma armação para a CPI do calçamento acabar, porque se ele não estiver ligado a um partido, ele não poderia mais dar continuidade as investigações.
Referindo-se e olhando fixo para o vereador Geraldinho da Saúde, o primeiro secretário e responsável pela leitura do expediente da Câmara e quem leu o documento do PDT que o suspendeu por 90 dias, disse: “O senhor seu Geraldinho também vai ter que me dar satisfação”
Em direção ao diretor de comunicação da Câmara, Flávio Ramos, disparou: “O senhor Flávio Ramos meteórico”, segundo sua explicação para o tratamento, seria uma alusão a rapidez com que Flávio chegou a diretor da Casa Legislativa. Ele explicou também que a noticia não deveria ter sido publicada tão rapidamente no blog da Câmara.
Ao término do tempo regimental do vereador. Paulo César, ainda de forma atônita diante do inesperado pronunciamento de Edson Sousa, disse agradecer as palavras do vereador em relação ao seu pai e afirmou estar com a consciência tranqüila.
“O que fizemos está amparado na Lei – Oficialize a sua denuncia – Eu aguardo de V.Excelência uma acusação formal”, afirmou o presidente, vereador Paulo César.
Disse mais: “Eu poderia até mesmo cassar sua palavra…”
A seguir, os dois se debatem em várias questões de ordem regimental, da cessão ou não da palavra e tempo.





