O Divinews acompanhou mais uma edição do quadro Mulheres Abrigo, que debateu neste encontro um tema delicado e atual: a dependência emocional. Conduzido pelas terapeutas Cláudia e Alessandra Borges, o diálogo trouxe reflexões profundas sobre autoestima, autoconfiança, propósito e os efeitos nocivos de viver em busca de validação externa
Cláudia iniciou a conversa com uma provocação: “A dependência emocional, muitas vezes, vem confundida. E nós queremos deixar claro que dependência emocional não é amor”. A terapeuta explicou que muitas pessoas passam a vida buscando aprovação de terceiros, terceirizando decisões, desejos e até sua própria identidade.
Alessandra acrescentou que essa busca está diretamente ligada às carências afetivas e rejeições da infância: “Tem tudo a ver com os nossos medos, com nossas rejeições, com esse sentimento de não sentir-se acolhido, validado”. Para ela, esse vazio leva ao desequilíbrio emocional e pode provocar ansiedade, insegurança e até vícios, como compulsão alimentar ou o uso de cigarro e vape.
Infância e acolhimento
Segundo as terapeutas, a raiz do problema geralmente está em experiências vividas na infância. Cláudia destacou: “Muitas vezes foi uma falta de acolhimento, uma falta do olhar dessa outra pessoa que estava ali para nós. E nós interpretamos esse desejo do outro e terceirizamos”. Alessandra reforçou: “Esses medos e carências vão se formando em um muro que nos paralisa e nos impede de nos conhecer melhor e amar melhor”
Repercussões na vida adulta
As consequências, segundo elas, são diretas no dia a dia. “Essa dependência emocional faz esse movimento na vida pessoal, na vida profissional, financeira… porque demanda do outro. Eu quero fazer esse movimento, mas ele depende de uma palavra de validação”, explicou Cláudia. Alessandra complementou: “É muito ruim você estar em um ambiente, em um relacionamento, dentro da sua casa e você não ter voz, não falar por medo do julgamento”
O caminho da libertação
Durante o quadro, as duas compartilharam histórias de clientes para ilustrar os efeitos da dependência emocional e o quanto ela pode aprisionar. No entanto, enfatizaram que é possível mudar esse ciclo. Alessandra lembrou que o fortalecimento interior é o primeiro passo: “É muito interessante que a pessoa não consegue se enxergar como realmente ela é, como quem Deus realmente te criou para ser, com um propósito”. Cláudia concluiu reforçando a importância do merecimento: “Tudo o que você precisa já está dentro de você, aguardando o momento certo de se posicionar e colocar aí os seus valores para a vida”
Ao final, as terapeutas deixaram uma mensagem de esperança: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Ele já veio, já trouxe a luz, ele é a luz que guia os nossos passos. Então foque nisso e busque ser uma mulher, um homem liberto, corajoso, que ordena bem a sua mente, seus pensamentos e que tenha um caminho lindo para percorrer com propósito”






